Em 2024, o PIB do Nordeste cresceu 4%, impulsionado por investimentos em energia solar, com a Bahia liderando a geração e atraindo R$ 10,6 bilhões desde 2012, enquanto Pernambuco e Rio Grande do Norte também avançam.

Os governos do Nordeste têm se mobilizado para atrair investimentos em energia solar, aproveitando as condições climáticas favoráveis da região semiárida. Em 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) do Nordeste cresceu quatro por cento, superando a média nacional de três vírgula oito por cento, conforme dados da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). Essa expansão é impulsionada por projetos industriais e energéticos, como datacenters e a produção de hidrogênio verde, que têm a energia solar como uma alternativa viável para o crescimento econômico regional.
A Bahia destaca-se na geração de energia solar, com dois mil e quatrocentos megawatts (MW) instalados até junho de 2024, e atraiu investimentos de R$ 10,6 bilhões desde 2012. O estado conta com setenta e nove usinas em operação e um total de cento e setenta e uma mil unidades consumidoras, somando um gigawatt (GW) de geração distribuída. O Programa de Transição Energética da Bahia (Protener), lançado neste ano, visa alcançar vinte e sete gigawatts (GW) de fontes renováveis até 2030.
No Rio Grande do Norte, que ocupa a terceira posição na geração solar centralizada, com um total de um mil e trezentos e noventa e um megawatts (MW), existem desafios relacionados à capacidade de transmissão. O secretário-adjunto estadual de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, destacou que o estado enfrenta cortes na geração solar, o que pode comprometer o cronograma de novas operações. Atualmente, o estado possui um total de um vírgula quatro gigawatts (GW) de geração centralizada, com cinquenta e cinco usinas operando e outras duzentas e dezessete já autorizadas para funcionamento nos próximos seis anos.
Pernambuco, por sua vez, não exige licenciamento ambiental para projetos de geração distribuída de até quinhentos kilowatts (kW) e implementa uma licença única simplificada para usinas de até cinco hectares. O estado ocupa a quarta posição em potência instalada de grandes empreendimentos, com sessenta e sete usinas de geração centralizada e mais de cento e vinte e quatro mil unidades de geração distribuída, totalizando dois vírgula cinco gigawatts (GW). Com um plano de expansão, Pernambuco deve atingir quatro vírgula um gigawatts (GW) com a previsão de noventa e cinco novas usinas centralizadas.
Em São José do Belmonte, no sertão central de Pernambuco, a produção solar é significativa, com oitocentos e sessenta e dois megawatts (MW) de potência instalada. As usinas solares se integram ao cenário cultural local, como a Cavalgada à Pedra do Reino, inspirada na obra de Ariano Suassuna. Em Macaparana, usinas solares ocupam áreas de antigos engenhos de cana, refletindo a transformação econômica da região.
Guilherme Sá, secretário-executivo de energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, enfatizou que ter uma fonte de energia limpa é um atrativo para investidores que buscam descarbonizar suas operações. A mobilização dos governos do Nordeste em prol da energia solar não apenas promove o desenvolvimento econômico, mas também contribui para a sustentabilidade ambiental. Nessa situação, a união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visam expandir ainda mais a energia renovável na região.

Neste sábado (16), voluntários se reunirão para um mutirão de limpeza na Praia do Flamengo, que recuperou o selo de balneabilidade. O evento visa coletar lixo e micro lixo, promovendo a preservação ambiental. Todos são bem-vindos a participar, levando luvas e sacos de lixo. O encontro será às 9h em frente à churrasqueira Assador.

Setenta por cento dos brasileiros apoiam o fortalecimento das leis ambientais, enquanto o presidente Lula tem 15 dias para decidir sobre o polêmico Projeto de Lei 2.159/2021, que flexibiliza o licenciamento ambiental.

Homem é preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ao transportar 600 filhotes de jabutis piranga em malas em ônibus. Ele confessou que receberia dinheiro e já tinha histórico criminal pelo mesmo delito.

Homem retira rede de pesca presa a baleia-franca em Palhoça (SC) sem autorização do Ibama, que investiga possíveis danos ao animal e pode multá-lo em R$ 2.500,00 por violação das normas de resgate.

Cientistas da Universidade de Brasília (UnB), sob a liderança de Renato Borges, desenvolvem o Projeto Perception, que visa escanear a Amazônia e o Cerrado para monitoramento climático. A iniciativa, com lançamento previsto para 2024, promete fornecer dados em tempo real sobre variações climáticas e degradação do solo, contribuindo para políticas de preservação e manejo sustentável. O projeto, que se baseia em experiências da missão AlfaCrux, conta com parcerias e financiamento de R$ 1,5 milhão da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).

Pesquisadores alertam sobre a negligência dos olhos d’água difusos, essenciais para a segurança hídrica, que estão sendo desprotegidos apesar da legislação existente. A falta de aplicação da Lei de Proteção da Vegetação Nativa resulta em perda significativa de vegetação no Cerrado.