Uma nova teoria da obesidade, proposta por Mario Saad e Andrey Santos, destaca a inflamação crônica e a microbiota intestinal como fatores cruciais para a condição, desafiando visões tradicionais. A pesquisa sugere que a evolução do sistema imunológico humano, moldada por epidemias, pode ter contribuído para a prevalência atual da obesidade, que deve afetar metade da população mundial até 2035.

Uma nova teoria evolutiva da obesidade, proposta pelo endocrinologista Mario Saad e pelo biólogo Andrey Santos, sugere que a inflamação crônica e a microbiota intestinal são fatores cruciais para a prevalência crescente da obesidade. Publicada na revista Endocrine Reviews, a teoria, chamada de metainflamação ou genótipo inflamatório, foi apresentada durante o XXI Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, realizado em Belo Horizonte.
A teoria afirma que a obesidade não apenas causa inflamação persistente, mas também pode ser exacerbada por ela. Essa inflamação subclínica, reconhecida desde os anos 1990, é uma via de mão dupla, onde a condição e a resposta inflamatória se alimentam mutuamente. Saad destacou que, desde a década de 1980, as taxas de obesidade aumentaram rapidamente, e a previsão é que até 2035, metade da população mundial esteja afetada.
Os pesquisadores argumentam que a genética não é a única responsável pela obesidade. Mecanismos epigenéticos, que são influenciados pelo ambiente e estilo de vida, desempenham um papel significativo na expressão genética. Saad enfatizou que a mudança na alimentação é fundamental, afirmando que a sociedade não deveria consumir a quantidade excessiva de alimentos ultraprocessados.
Outro ponto importante da teoria é o papel da microbiota intestinal, que conecta genes e ambiente. A microbiota é moldada pela genética e pelo estilo de vida, e um desequilíbrio pode levar a uma resposta inflamatória crônica. Essa interação complexa entre consumo e gasto energético desafia a ideia simplista de que basta comer menos e se exercitar mais para controlar o peso.
Saad também mencionou que a seleção natural favoreceu genes inflamatórios em populações que enfrentaram epidemias, o que pode explicar a variação nas taxas de obesidade entre diferentes grupos étnicos. Ele e Santos analisaram cem variações genéticas associadas à obesidade e descobriram que a maioria delas está relacionada ao sistema imunológico.
Embora a nova teoria apresente um entendimento mais complexo da obesidade, Saad alerta que soluções simples, como probióticos, não são eficazes. Ele sugere que a diversidade bacteriana no intestino é crucial e que a atual dieta moderna tem reduzido essa diversidade. A união da sociedade pode ser essencial para apoiar iniciativas que promovam uma alimentação saudável e a pesquisa em saúde, ajudando a combater essa epidemia de forma eficaz.

O Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, em São Paulo, modernizou sua ala de internação com uma reforma de R$ 7,6 milhões, financiada por recursos recuperados de corrupção. A iniciativa visa melhorar o atendimento pediátrico e reforçar o combate à corrupção.

A obesidade no Brasil aumentou de 11,8% em 2006 para 24,3% em 2023, levando a novas diretrizes que permitem tratamento farmacológico para IMC abaixo de 30 e cirurgias bariátricas a partir de 14 anos.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) iniciou a vacinação de recém-nascidos prematuros com Nirsevimabe, visando reduzir internações por infecções respiratórias graves. O secretário Juracy Cavalcante destacou a busca ativa por crianças elegíveis, com foco na proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Até 2030, expiração de 1,5 mil patentes de medicamentos permitirá genéricos mais acessíveis, beneficiando consumidores e o SUS. Novo Nordisk busca extensão da patente da semaglutida, com decisão do STJ pendente.

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