Uma onça-parda foi avistada em Cascavel, Paraná, e fugiu para a mata após se assustar com um caseiro. O incidente destaca o aumento de avistamentos urbanos da espécie, que busca alimento em áreas desmatadas.

Nesta segunda-feira, 18 de agosto, uma onça-parda (suçuarana) foi capturada por câmeras de segurança ao atravessar o pátio da Associação Pais e Amigos dos Excepcionais, em Cascavel, no Paraná. O animal se escondeu em um canto do corredor e, ao se deparar com um caseiro, se assustou e fugiu para uma área de mata. Felizmente, ninguém ficou em risco durante o incidente. As equipes de resgate, incluindo o Corpo de Bombeiros, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e o Instituto Água e Terra, foram acionadas e chegaram armadas com rifles e tranquilizantes.
Este não é um caso isolado no estado. Apenas neste ano, avistamentos semelhantes ocorreram em Marialva e Cafelândia. Em um evento distante, no dia 9 de agosto, uma onça quase foi atropelada ao tentar atravessar uma rodovia no Pantanal, mas o motorista conseguiu frear a tempo. Um dia antes, outra onça foi vista em frente a um condomínio de luxo em Roraima. Em Corumbá, os felinos já foram avistados mais de 11 vezes em 2025, evidenciando um padrão preocupante de deslocamento em busca de alimento.
A crescente perda e fragmentação das áreas verdes nas cidades brasileiras é um fator central para entender esses deslocamentos. Um estudo do MapBiomas revelou que apenas 6,9% das áreas urbanas do país possuem cobertura vegetal, o que agrava a situação pela distribuição desigual dessa vegetação. O desmatamento contínuo e a falta de corredores verdes para a travessia de animais entre áreas de vegetação interrompidas por rodovias ou construções urbanas colocam em risco diversas espécies.
No Cerrado, uma pesquisa da Universidade de São Paulo identificou que pelo menos dez espécies de mamíferos de médio e grande porte estão sendo afetadas pela diminuição da qualidade e conectividade de habitat. Essa realidade também se aplica às onças-pardas, que necessitam de grandes áreas para circular e caçar. Estima-se que a espécie precise de pelo menos três vezes mais do que 300 hectares (3 km²) para sobreviver adequadamente.
Os avistamentos de onças em áreas urbanas refletem uma crise ambiental que exige atenção imediata. A interação entre humanos e esses animais selvagens pode resultar em situações perigosas, tanto para os felinos quanto para as pessoas. É fundamental que a sociedade civil se mobilize para promover a preservação das áreas verdes e a criação de corredores ecológicos que permitam a migração segura da fauna.
Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos, como os animais que estão sendo forçados a abandonar seus habitats naturais. Projetos que visem a recuperação e preservação de áreas verdes são essenciais para garantir a sobrevivência das espécies e a segurança das comunidades urbanas. Juntos, podemos fazer a diferença e apoiar iniciativas que promovam um ambiente mais seguro e sustentável para todos.

André Clark, da Siemens Energy, ressalta a relevância da COP-30 no Brasil para abordar mudanças climáticas e segurança energética, destacando o papel do país em energias renováveis e a necessidade de adaptação.

O Museu de Arte de São Paulo (Masp) firmou parceria com a Comerc para neutralizar 2,9 mil toneladas de CO₂ até 2030, aumentando em 155% o investimento em sustentabilidade. A iniciativa visa compensar emissões diretas e indiretas, destacando o compromisso do museu com práticas ambientais.

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2.159/2021, que institui a Licença Ambiental Especial e o autolicenciamento, provocando reações negativas entre ambientalistas e especialistas. A medida é vista como um retrocesso nas políticas ambientais brasileiras, comprometendo a legislação e a imagem do país na COP30.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e o Banco Mundial firmam parceria com um empréstimo de US$ 500 milhões e doação de US$ 2 milhões para projetos no Nordeste. A 3ª missão técnica de alinhamento, de 18 a 22 de agosto, visa estruturar o financiamento para o desenvolvimento regional, focando em segurança hídrica e bioeconomia.

Junho de 2025 registrou temperaturas alarmantes, sendo o terceiro mais quente da história, com média global de 16,46°C. O oeste europeu enfrentou ondas de calor extremas, resultando em incêndios e mortes.

Um conselho de adaptação foi criado para apoiar a presidência da COP30 em Belém, reunindo especialistas como Ellen Johnson Sirleaf e Avinash Persaud, com foco na resiliência climática global. O grupo busca dialogar e orientar sobre questões climáticas urgentes, especialmente para populações vulneráveis.