A neurologista Dana Boering, no 1º Congresso Latino-Americano da WFNR, enfatizou a motivação e ambientes enriquecidos na reabilitação de lesões cerebrais, propondo inovações como música e tecnologia.

A neurologista Dana Boering, secretária-geral da Federação Europeia de Neurorreabilitação, foi a palestrante principal na tarde do segundo dia do 1º Congresso Latino-Americano da World Federation for Neurorehabilitation (WFNR), realizado em Brasília. Durante sua apresentação, Boering enfatizou a importância da motivação e do ambiente enriquecido na recuperação de pacientes com lesões cerebrais, propondo uma abordagem que vai além dos protocolos médicos tradicionais.
Boering argumentou que a motivação deve ser vista como um estado natural do ser humano, não algo que deve ser imposto. Ela sugeriu que os profissionais de saúde repensem o ambiente hospitalar, criando espaços mais agradáveis e estimulantes. “Precisamos desenvolver equipamentos que interajam com o paciente e tornar o hospital um lugar acessível e emocionalmente positivo”, afirmou a neurologista.
A especialista também destacou a relevância de um ambiente enriquecido, que pode impactar positivamente o comportamento e a neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de formar novas conexões. Contudo, ela alertou sobre a falta de padronização desses ambientes na prática clínica, o que dificulta a comparação de resultados entre diferentes centros de tratamento.
Durante a palestra, Boering explorou o uso de tecnologias como realidade virtual e gamificação na reabilitação. Essas ferramentas, segundo ela, oferecem oportunidades para que os pacientes se envolvam de forma mais ativa, especialmente em situações inesperadas que estimulam o cérebro. “Esses elementos aumentam o engajamento do paciente e podem potencializar os efeitos terapêuticos”, explicou.
Outro ponto abordado foi o papel da música no processo de recuperação. Boering destacou que ouvir música rítmica ativa áreas do cérebro ligadas à função motora e à cognição, contribuindo para a motivação dos pacientes. Essa abordagem inovadora pode transformar a experiência de reabilitação, tornando-a mais eficaz e prazerosa.
Iniciativas que promovam ambientes mais estimulantes e o uso de tecnologias na reabilitação são essenciais. A sociedade civil pode se unir para apoiar projetos que visem melhorar a qualidade de vida de pacientes em recuperação, garantindo que todos tenham acesso a tratamentos mais eficazes e humanizados.

Em 2024, o Distrito Federal registrou 333 casos suspeitos de meningite, com 92 confirmações, refletindo uma queda de 14% em relação ao ano anterior. A cobertura vacinal subiu para 95,3%, com 30,9 mil doses aplicadas, destacando a importância da imunização na prevenção da doença. A médica Anna Paula Bise Viegas enfatiza que a vacinação é crucial para evitar complicações graves.

O Ministério da Saúde anunciou a inclusão de dois novos tratamentos hormonais para endometriose no SUS: o DIU-LNG e o desogestrel, após recomendação do Conitec. A implementação depende da atualização de protocolos.

A doença de Alzheimer, que afeta 60% dos casos de demência no Brasil, tem novos tratamentos promissores, como donanemab e lecanemab, além de um spray nasal em desenvolvimento para combater a proteína tau.

A Secretaria de Estado de Saúde alerta sobre 7.666 vagas de mamografia não utilizadas. Apenas 1.061 exames foram agendados entre janeiro e março, evidenciando a necessidade de conscientização das mulheres a partir dos 50 anos para a realização do exame.

Estudos recentes mostram que o consumo diário de uvas pode reduzir o colesterol LDL e preservar a massa muscular em idosos, promovendo saúde cardiovascular e metabólica. Pesquisadores destacam a importância dessa fruta na dieta para melhorar a qualidade de vida na terceira idade.

Câmara dos Deputados aprova programa de saúde mental para idosos, priorizando vulneráveis e cuidadores. Medida visa melhorar qualidade de vida e acolhimento dessa população.