A COP30, que ocorrerá em Belém em novembro de 2025, lançou a plataforma COP30 Events, promovendo a transparência e inclusão de eventos climáticos. A iniciativa visa organizar atividades e engajar o público na agenda ambiental.

A cem dias do início da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro de 2025 em Belém, no Pará, um grupo de organizações lançou a plataforma COP30 Events. Esta ferramenta colaborativa visa reunir a programação de eventos relacionados à cúpula climática, facilitando o acesso às agendas e promovendo a visibilidade das atividades que ocorrerão antes, durante e após o encontro.
A plataforma, disponível em português e inglês, permitirá que qualquer organização cadastre seus eventos, que serão moderados com critérios de transparência e inclusão. O objetivo é criar um espaço único para consultar conferências, painéis, oficinas, exposições de arte, exibições de filmes, seminários e encontros virtuais, além de destacar iniciativas que vão além das sessões formais da COP.
Os idealizadores da COP30 Events acreditam que a ferramenta é uma resposta à complexidade logística da conferência em Belém e à necessidade de organizar uma agenda que se estende para além das atividades oficiais. A expectativa é que a plataforma reúna eventos presenciais e online ao longo de 2025, com um aumento significativo nas atividades nos meses que antecedem a conferência.
A COP30 terá como um dos principais temas o avanço das metas do Acordo de Paris, que busca limitar o aquecimento global a 1,5°C. Outros tópicos em discussão incluirão financiamento climático, transição energética, adaptação a eventos climáticos extremos, preservação da biodiversidade e proteção das florestas tropicais. Para o Brasil, que presidirá a conferência, essa edição representa uma oportunidade de se afirmar como líder na agenda ambiental global.
Belém foi escolhida como sede da COP30, o que carrega um forte simbolismo político e ambiental, sendo a primeira vez que a cúpula ocorre na Amazônia. A região é vital para a regulação do clima global e concentra a maior floresta tropical do planeta. Especialistas afirmam que o encontro será crucial para definir as políticas climáticas nas próximas décadas, e o Brasil terá a responsabilidade de promover um diálogo equilibrado entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.
Ao centralizar a movimentação em torno da COP30 em uma única plataforma digital, a iniciativa busca não apenas organizar a logística do evento, mas também aumentar o engajamento público e internacional com a agenda climática. Em tempos de crise ambiental, a união da sociedade civil pode ser fundamental para fortalecer iniciativas que promovam um futuro mais sustentável e inclusivo.

Cientistas descobriram que as bactérias Gordonia e Arthrobacter podem degradar plásticos como polipropileno e poliestireno em ambientes não poluídos, oferecendo novas esperanças para a gestão de resíduos. Essa pesquisa destaca o potencial de microrganismos para enfrentar a crescente crise da poluição por plástico, que atinge mais de 460 milhões de toneladas anuais e uma taxa de reciclagem de apenas 9%.

Indígenas de várias partes do mundo se uniram em Brasília para o Acampamento Terra Livre, visando fortalecer sua voz na COP 30 e se opor à exploração de combustíveis fósseis.

São Paulo lançará em agosto um projeto piloto que oferece créditos no Bilhete Único para ciclistas, com inscrições até 30 de junho, visando avaliar incentivos financeiros na mobilidade urbana. A iniciativa, apoiada por instituições como a USP e a FGV, busca entender o impacto de recompensas financeiras no uso de bicicletas, promovendo a redução do transporte motorizado. O experimento, que durará três meses, requer que os voluntários sejam maiores de idade, moradores da cidade e possuam uma bicicleta.

O Brasil perdeu 111,7 milhões de hectares de áreas naturais entre 1985 e 2024, reduzindo a vegetação nativa de 80% para 65%, com a agropecuária como principal responsável. O MapBiomas alerta para a urgência de políticas que equilibrem produção agrícola e preservação ambiental.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, denunciou o aumento abusivo nos preços de hospedagem em Belém para a COP-30, afirmando que o governo busca garantir a participação de países vulneráveis. Marina classificou os preços, que chegam a ser 10 a 15 vezes maiores que o normal, como "um verdadeiro achaque". O governo está empenhado em reduzir esses custos e assegurar que todos possam participar do evento crucial para o futuro climático.

Foi aprovado o Projeto de Lei nº 2816/24, que permite o uso de água de fontes alternativas no Rio de Janeiro, visando garantir acesso à água potável. A medida, proposta pelo vereador Vitor Hugo (MDB), busca beneficiar a população sem acesso à rede de abastecimento, assegurando a potabilidade através de testes laboratoriais. O projeto agora aguarda sanção do prefeito Eduardo Paes.