Meio Ambiente

Polícia Federal apreende 600 jabutis em operação contra tráfico de animais silvestres no Rio de Janeiro

A Polícia Federal apreendeu 600 jabutis em um ônibus no Rio de Janeiro, evidenciando o tráfico ilegal de animais silvestres, um crime que compromete a biodiversidade e gera lucros exorbitantes. Os jabutis, que seriam entregues na Baixada Fluminense, foram encontrados em condições precárias, refletindo a gravidade do tráfico, que afeta milhares de espécies no Brasil e no mundo.

Atualizado em
August 1, 2025
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PRESA FÁCIL - Animal está na lista de espécies comprometidas pelo tráfico ilegal (Reprodução/Divulgação)

A Polícia Federal realizou uma apreensão significativa de animais silvestres no Rio de Janeiro, na última quinta-feira, 31. Durante uma operação em um ônibus interestadual, foram encontrados 600 jabutis acondicionados em uma mala. O transporte dos animais se dava de Feira de Santana, na Bahia, com destino à Baixada Fluminense. Essa ação evidencia a continuidade do tráfico ilegal de fauna, um crime que gera lucros exorbitantes e compromete a biodiversidade.

Os jabutis, que estavam em condições precárias, enfrentam uma taxa de sobrevivência alarmante, com apenas um em cada dez conseguindo sobreviver ao tráfico. Esse crime não apenas retira os animais de seus habitats naturais, mas também os condena a uma morte lenta e dolorosa. O tráfico de animais silvestres ocupa a quarta posição entre os crimes mais lucrativos globalmente, atrás do comércio ilegal de armas, drogas e pessoas.

No Brasil, estima-se que cerca de 38 milhões de animais silvestres sejam retirados da natureza anualmente, representando 15% do total comercializado em todo o mundo. O Relatório Global sobre a Vida Selvagem e os Crimes Florestais de 2024, elaborado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), aponta que o tráfico de animais silvestres não apresenta sinais de diminuição, afetando aproximadamente quatro mil espécies, incluindo jabutis ameaçados.

Entre as espécies de jabutis, o jabuti-piranga é classificado como vulnerável, enquanto o jabuti-tinga está em perigo, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Além do transporte inadequado, a destruição de habitats naturais é um fator crítico que contribui para a saúde debilitada e a mortalidade dos animais traficados.

A população pode contribuir para a proteção da fauna silvestre denunciando o comércio ilegal ou a posse de animais sem registro pelo telefone 181. Apenas estabelecimentos e criadouros autorizados pelo IBAMA têm permissão para comercializar esses animais. É fundamental que os consumidores pesquisem sobre os comerciantes antes de adquirir qualquer animal silvestre, evitando assim fortalecer redes ilegais.

Essa situação alarmante exige uma mobilização da sociedade civil para promover a conservação da biodiversidade. A união em torno de projetos que visem a proteção e recuperação de espécies ameaçadas pode fazer a diferença na luta contra o tráfico de animais silvestres e na preservação do nosso patrimônio natural.

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