Polícia prendeu líderes de terreiro no Rio, acusados de charlatanismo, e apreendeu itens sagrados. O Acervo Nosso Sagrado, em revisão pelo Iphan, busca combater o racismo religioso e preservar a cultura afro-brasileira.

Na noite de 23 de abril de 1935, Dia de São Jorge, policiais realizaram uma operação em um terreiro de Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, prendendo mãe e pai de santos sob a acusação de charlatanismo e curandeirismo. Durante a ação, foram apreendidos atabaques, roupas de rituais e outros objetos sagrados, que seriam utilizados como provas de práticas de magia negra. Os líderes religiosos estavam organizando uma festa em homenagem a Ogum, orixá sincretizado com o santo católico.
A operação foi uma das muitas repressões enfrentadas por centros de umbanda e candomblé entre 1890 e 1946, que incluíram apreensões e prisões. Os objetos confiscados fazem parte do Acervo Nosso Sagrado, que reúne 519 itens relacionados a religiões de matriz africana e está passando por um processo de revisão e tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O objetivo é combater o racismo religioso e preservar a memória cultural brasileira.
O acervo, que inclui roupas, imagens e instrumentos sagrados, foi anteriormente mantido no Museu da Polícia Civil do Rio e, em 2020, transferido para o Museu da República. O nome foi alterado de Museu da Magia Negra para Acervo Nosso Sagrado, como uma forma de reparação ao racismo religioso. A superintendente do Iphan-RJ, Patrícia Wanzeller, destacou que a pesquisa sobre os itens é feita com a aprovação de líderes religiosos, garantindo que cada peça seja tratada com o devido respeito.
Um exemplo mencionado por Patrícia é uma cabeça de Exu, apreendida em 1934, que não pode ficar no chão, segundo os religiosos. A revisão do acervo, chamada de “rerratificação”, é realizada por técnicos do Iphan e do Museu da República, além de pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). A coordenadora-geral de Identificação e Reconhecimento do Iphan, Vanessa Pereira, afirmou que a revisão pode ampliar o tombamento de outros itens e registrar o acervo nos livros de Tombos Histórico e de Belas Artes.
Além do Rio de Janeiro, ataques a terreiros ocorreram em outros estados, como em 1912, quando cerca de 70 centros de religiões de matriz africana em Maceió foram invadidos. Esses eventos, conhecidos como Quebra de Xangô, resultaram na apreensão de peças sagradas que hoje fazem parte da Coleção Perseverança, tombada pelo Iphan. A pesquisadora Rosiane Rodrigues, da Universidade Federal da Bahia, ressaltou a importância do tombamento de acervos de origem africana para a preservação da memória cultural brasileira.
Essas iniciativas são fundamentais para a valorização das tradições afro-brasileiras e para o combate à intolerância religiosa. A união da sociedade civil pode ser um fator decisivo para apoiar projetos que promovam a preservação cultural e a reparação histórica, garantindo que a diversidade religiosa no Brasil seja respeitada e celebrada.

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Circo Ônix, liderado por Edy Simões, foi devastado por chuvas em Tocantins, Minas Gerais. Gracyanne Barbosa lançou vaquinha virtual para ajudar na reconstrução da estrutura.

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