Os preços de hospedagem em Belém aumentaram de 10 a 15 vezes, gerando preocupações sobre a participação de países na COP 30. André Corrêa do Lago, presidente do evento, busca soluções financeiras para o financiamento climático global.

André Corrêa do Lago, presidente da COP 30, anunciou que os preços de hospedagem em Belém (PA) aumentaram de dez a quinze vezes em comparação com tarifas normais. Essa elevação gerou preocupações sobre a participação de países no evento, que ocorrerá em novembro. Durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Federal, Corrêa do Lago destacou a necessidade de soluções financeiras para garantir o financiamento climático global.
Na audiência, o presidente da COP 30 respondeu a questionamentos sobre a crise internacional gerada pelos altos custos de hospedagem. Ele mencionou que, ao contrário de edições anteriores, onde os preços triplicavam, agora os valores estão exorbitantes. O presidente da Áustria já anunciou que não participará do evento devido a esses custos. Corrêa do Lago explicou que a alta se deve à nova realidade do setor, onde proprietários de apartamentos estão se baseando nos preços de hotéis.
Corrêa do Lago também comentou que a legislação brasileira permite que os hotéis definam seus preços, o que complica a situação. O Ministério Público do Pará considerou a alta dos preços um "fenômeno natural" dentro da legalidade. No entanto, o presidente da COP 30 sentiu a necessidade de intervir ao perceber que a situação poderia afetar a presença de países no evento, o que é crucial para o sucesso da cúpula.
Ele reafirmou que a COP 30 ocorrerá em Belém, sem planos alternativos. A escolha da cidade é simbólica, representando a realidade de muitos países em desenvolvimento. Apesar das dificuldades com os preços, Corrêa do Lago acredita que a cúpula trará um legado positivo para a infraestrutura local, beneficiando a população de Belém.
Outro ponto abordado na audiência foi a dificuldade em alcançar o financiamento climático global de R$ 1,3 trilhão anualmente. Corrêa do Lago afirmou que esse valor não será obtido apenas com doações de países ricos, que têm contribuído com valores muito inferiores ao necessário. Ele propôs um pacote de soluções financeiras complexas, incluindo a troca de dívidas por investimentos e a taxação internacional de passagens aéreas.
Enquanto isso, a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris foi minimizada, com Corrêa do Lago ressaltando que 37 estados americanos continuarão a seguir o acordo. Em meio a esse cenário, é vital que a sociedade civil se mobilize para apoiar iniciativas que garantam a participação de todos os países na COP 30, promovendo um diálogo inclusivo e soluções sustentáveis para o futuro do planeta.

Indústria de cosméticos no Brasil enfrenta desafios ambientais, mas avança com reciclagem. O programa "Mãos Pro Futuro" reciclou 160 mil toneladas em 2023, destacando iniciativas de empresas como Boticário e Natura.

Pesquisadores da Ufes estudam as baleias-jubarte, revelando comportamentos distintos entre a Antártica e o Brasil, e catalogaram 429 indivíduos. O intercâmbio internacional fortalece a conservação da espécie.

A partir de 2027, companhias aéreas brasileiras devem reduzir em 1% suas emissões de carbono, aumentando para 10% até 2037. O Brasil, com tecnologia e biomassa, investe R$ 28 bilhões em combustíveis sustentáveis para aviação.

Estudo da USP revela que 54,1% das cidades brasileiras têm baixa capacidade de adaptação às mudanças climáticas, com apenas 36,9% possuindo planos de habitação e 13% de redução de riscos. A pesquisa destaca a urgência de políticas públicas eficazes para enfrentar eventos extremos.

Iniciou o maior mapeamento aéreo do Rio Grande do Sul, com tecnologia de 8 pontos por metro quadrado, visando orientar ações de prevenção e reconstrução após enchentes. A iniciativa é coordenada pelo Governo Federal e promete impactar diretamente a segurança da população.

A sanção da Lei nº 15.042/2024 estabelece o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, promovendo leilões centralizados de créditos de carbono e potencializando investimentos em sustentabilidade. O Brasil busca se posicionar como líder na transição climática global, alinhando interesses públicos e privados.