Após cinco anos do Marco do Saneamento, 363 municípios brasileiros ainda operam com contratos irregulares, deixando 16,9% da população sem água potável e 44,8% sem esgoto. O Instituto Trata Brasil alerta para a necessidade urgente de investimentos.

Um estudo recente revela que, cinco anos após a aprovação do Marco do Saneamento, 363 municípios brasileiros ainda operam com contratos irregulares para serviços de água e esgoto. Essa situação afeta aproximadamente 16,9% da população, que não tem acesso a água potável, e 44,8%, que não conta com coleta de esgoto. O Marco, estabelecido em julho de 2020, visa garantir que até 2033, noventa e nove por cento da população tenha abastecimento de água e noventa por cento, esgotamento sanitário.
Os dados, coletados entre 2019 e 2023 pelo Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), foram divulgados pelo Instituto Trata Brasil. A maioria das cidades com contratos irregulares está localizada nas regiões Norte e Nordeste, que historicamente enfrentam maiores desafios em saneamento. O estado da Paraíba lidera em contratos irregulares, com cento e cinquenta e dois, seguido por Tocantins, com quarenta e cinco, e Bahia, com vinte e três.
Em termos populacionais, a situação é ainda mais alarmante. Em Roraima, cem por cento dos habitantes vivem em municípios com contratos irregulares. Na Paraíba, sessenta e três por cento da população está nessa condição, enquanto no Acre, cinquenta e seis por cento enfrentam o mesmo problema. Outros estados com índices significativos incluem Rondônia, Amazonas, Tocantins, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão e Santa Catarina.
O Instituto Trata Brasil estima que o investimento médio necessário por habitante para atender às metas do Marco do Saneamento deve ultrapassar R$ 223,82 anualmente. Contudo, os municípios com contratos irregulares investem apenas R$ 53,63 por pessoa por ano. Essa discrepância explica os baixos índices de cobertura de água e esgoto, com sessenta e três vírgula oito por cento da população atendida em cidades irregulares, em comparação a oitenta e três por cento nas cidades com contratos regulares.
Luana Pretto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil, destaca que cerca de seis milhões e setecentos mil brasileiros vivem em municípios com contratos irregulares. Um contrato é considerado irregular quando a companhia estadual de saneamento não comprova capacidade econômico-financeira para universalizar o acesso e não busca alternativas de investimento. O principal obstáculo para a regularização é político, com resistência de prefeituras em aderir a blocos regionalizados de concessão.
Essa situação exige uma mobilização da sociedade civil para garantir que todos tenham acesso a serviços básicos de saneamento. A união em torno de projetos que visem a melhoria da infraestrutura sanitária pode fazer a diferença na vida de milhões de brasileiros que ainda enfrentam a falta de água potável e coleta de esgoto. Juntos, podemos transformar essa realidade e promover um futuro mais justo e saudável para todos.

Em 2024, o Cimi registrou 211 assassinatos de indígenas, incluindo a liderança Maria Fátima Muniz de Andrade, em um cenário de crescente violência e insegurança jurídica. A crise climática e o Marco Temporal agravam a situação.

Moradores da Vila da Barca protestam contra a construção de uma estação de esgoto que, segundo eles, beneficiará apenas áreas nobres de Belém, enquanto a comunidade permanece sem saneamento. A obra, parte das preparações para a COP30, gerou descontentamento e ações judiciais.

A 3tentos investe R$ 1 bilhão em nova indústria de milho em Porto Alegre do Norte (MT), ampliando sua atuação em sustentabilidade e rastreabilidade até 2026, gerando empregos e impacto positivo na região.

Estudo do World Resources Institute revela que a bioeconomia na Amazônia pode adicionar R$ 45 bilhões ao PIB do Brasil e gerar 830 mil empregos até 2050, destacando a importância da biodiversidade e do conhecimento local.

Moradores de Itaparica manifestam preocupações sobre os impactos socioambientais da ponte Salvador-Itaparica, questionando a falta de consulta prévia e a especulação imobiliária na região. A obra, que promete transformar a dinâmica local, gera temores sobre a preservação ambiental e a qualidade de vida das comunidades tradicionais.

Moradores da comunidade ribeirinha Aterro do Binega enfrentam sérios problemas de saúde mental e física devido às queimadas no Pantanal, reivindicando uma unidade de saúde local. A situação se agrava com a dificuldade de acesso a tratamentos médicos em Corumbá.