Em 2024, mais de 344 mil idosos foram internados no SUS devido a quedas, resultando em 13,3 mil óbitos. Especialistas recomendam adaptações no lar para prevenir acidentes e garantir a segurança dessa população.

A segurança dos idosos é uma questão cada vez mais relevante, especialmente em relação a quedas, que podem ter consequências graves para a saúde e a autonomia dessa população. Em 2024, mais de 344 mil idosos foram internados no Sistema Único de Saúde (SUS) devido a quedas, resultando em 13,3 mil óbitos. O professor Robson Pacheco, fisioterapeuta e docente da UniSul, destaca que as quedas representam um risco significativo à saúde dos maiores de 60 anos, muitas vezes levando à perda de autonomia.
Segundo Pacheco, as quedas não devem ser vistas como um aspecto inevitável do envelhecimento. Ele enfatiza que, com adaptações e informações adequadas, é possível viver com mais segurança. O fisioterapeuta alerta que a fratura de um fêmur, por exemplo, pode desencadear um processo de declínio irreversível na saúde do idoso. Portanto, a prevenção deve começar em casa, com pequenas mudanças no ambiente.
Para ajudar na adaptação do lar, o especialista recomenda algumas medidas. Primeiramente, é essencial remover ou fixar tapetes soltos, que são uma das principais causas de escorregões. Além disso, adaptações no banheiro, como a instalação de barras de apoio e tapetes antiderrapantes, são fundamentais para garantir a segurança. Manter a porta do banheiro destrancada também é uma dica importante, pois facilita o acesso em caso de emergência.
A disposição dos móveis deve ser avaliada para evitar obstáculos que possam causar quedas, especialmente à noite. A iluminação adequada é crucial; luzes de presença podem ajudar a evitar acidentes em áreas como corredores e escadas. Na cozinha, a organização deve priorizar a acessibilidade, evitando prateleiras muito altas ou baixas, o que pode levar a desequilíbrios.
Além das adaptações físicas, o estímulo à atividade física é vital. Após uma queda, muitos idosos desenvolvem o medo de novas quedas, levando à inatividade, o que pode agravar a situação. Atividades leves, como caminhadas e alongamentos, são recomendadas para manter a força muscular. A saúde mental também deve ser considerada; atividades que estimulem o cérebro ajudam a prevenir o declínio cognitivo.
Por fim, a hidratação é um aspecto frequentemente negligenciado, especialmente no inverno, quando a sensação de sede diminui. Manter-se hidratado é essencial para a saúde geral e pode prevenir tonturas. A união da sociedade civil pode fazer a diferença na vida dos idosos, promovendo ações que ajudem a garantir um ambiente mais seguro e saudável para essa população vulnerável.

Estudo da Universidade de São Paulo revela que altos níveis de neuroticismo estão ligados à insônia, enquanto a abertura a novas experiências pode atuar como proteção. A ansiedade mediaria essa relação.

O Ministério da Saúde lançou o programa Agora Tem Especialistas, com 1.700 vagas para médicos, visando reduzir a espera por atendimentos no SUS e aprimorar a formação profissional. As inscrições vão até 28 de julho.

Um novo consenso da Sociedade Europeia de Cardiologia destaca que vacinas não apenas previnem infecções, mas também protegem o coração, reduzindo riscos de infarto e AVC. A vacinação é crucial para idosos e pessoas com comorbidades.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca a urgência de eliminar a hepatite viral, que causa 1,3 milhão de mortes anuais e classifica a hepatite D como cancerígena. Ações imediatas são necessárias.

Médicos alertam que o frio pode elevar em até 30% o risco de infarto e em 20% o de AVC, especialmente entre idosos e hipertensos, devido à vasoconstrição e aumento da pressão arterial. É crucial manter cuidados.

Estudo recente destaca a escovação dental noturna como essencial na prevenção de doenças cardiovasculares, evidenciando a doença periodontal como um risco significativo. A pesquisa envolveu 1.675 participantes e reforça a importância da higiene bucal.