Educação

Renan Ferreirinha é premiado por proibição de celulares nas escolas e destaca impacto positivo na educação

Renan Ferreirinha, secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, foi premiado com o Faz Diferença 2024 por proibir celulares nas escolas, aumentando o desempenho em matemática e reduzindo o bullying. A iniciativa pioneira inspirou uma lei federal e teve resultados significativos nas escolas da capital fluminense.

Atualizado em
July 8, 2025
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Cerimônia de entrega do Prêmio Faz Diferença, no Teatro do Copacabana Palace. Flávia Barbosa, editora executiva, entrega o Prêmio Educação para Renan Ferreirinha — Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo

Pela sua atuação como um dos principais responsáveis pela proibição do uso de celulares nas escolas brasileiras, o secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha, foi agraciado com o prêmio Faz Diferença 2024 na categoria Educação. A cerimônia ocorreu no Teatro do Copacabana Palace, onde o prêmio foi entregue pela editora executiva do GLOBO, Flávia Barbosa, e pelo vice-presidente do Conselho do Grupo Globo, José Roberto Marinho.

Em seu discurso de agradecimento, Ferreirinha destacou como a educação transformou sua vida, mencionando sua trajetória desde São Gonçalo até ser aceito em Harvard com bolsa integral. Ele enfatizou a importância da educação na sua formação e na de muitos outros jovens, ressaltando que a proibição dos celulares nas escolas é uma defesa da infância.

A iniciativa de Ferreirinha, implementada no início de 2024, resultou em um aumento de cinquenta e três por cento nas chances de estudantes do nono ano alcançarem um nível adequado em matemática nas escolas que aderiram à proibição. Além disso, a medida contribuiu para a redução de casos de bullying nas instituições de ensino.

A lei municipal proíbe o uso de celulares em todas as etapas da educação básica, tanto em escolas públicas quanto privadas, permitindo apenas o uso para crianças com deficiência que necessitem do aparelho por questões de acessibilidade e para atividades pedagógicas. Ferreirinha se tornou um articulador da proposta de lei federal que visa expandir essa proibição em todo o país.

O secretário também mencionou que o Brasil conseguiu aprovar essa legislação antes da Finlândia, desafiando a ideia de inferioridade em relação a outros países. Ele destacou que a decisão de proibir celulares nas escolas foi um clamor em defesa da infância e que não se pode permitir que esses dispositivos sequestram as experiências das crianças.

Com o sucesso da iniciativa no Rio de Janeiro, Ferreirinha inspira outros estados e países a adotarem medidas semelhantes. Projetos como esse devem ser estimulados pela sociedade civil, pois a proteção e o desenvolvimento das crianças são fundamentais para um futuro melhor.

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