Meio Ambiente

Restauração florestal com espécies nativas pode acelerar corte em até 13 anos e reduzir desmatamento

Técnicas de manejo podem acelerar em até 13 anos o corte de árvores nativas, aumentando a produtividade da restauração florestal no Brasil, segundo pesquisa liderada por Pedro Medrado Krainovic. Essa abordagem visa atrair proprietários rurais e reduzir a pressão sobre biomas como a Amazônia, contribuindo para a meta de restaurar 12 milhões de hectares até 2030.

Atualizado em
August 6, 2025
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Estudo criou modelo que projeta o tempo de crescimento de espécies arbóreas nativas da Mata Atlântica até que obtenham 'maturidade' necessária para atender à indústria madeireira — Foto: Pedro Brancalion/Lastrop-USP

O Brasil se comprometeu a restaurar doze milhões de hectares de florestas até 2030, enfrentando desafios como altos custos de plantio e a escassez de dados sobre o crescimento de espécies nativas. Uma pesquisa recente, publicada na revista Perspectives in Ecology and Conservation, sugere que técnicas de manejo podem antecipar em até treze anos o corte de árvores nativas, aumentando a produtividade e atraindo proprietários rurais para a restauração florestal.

Técnicas como adubação, correção do solo, desbaste e controle de espaçamento em projetos com espécies nativas podem tornar a restauração florestal mais produtiva e rentável. O pesquisador Pedro Medrado Krainovic, que liderou o estudo, afirma que melhorar o conhecimento técnico sobre as espécies nativas pode reduzir em até 25% o tempo necessário para a colheita, aumentando em 38% a produtividade por área.

O estudo avaliou treze áreas de restauração florestal no estado de São Paulo, com alta diversidade de espécies nativas e serviços ecossistêmicos semelhantes aos de florestas naturais. Os pesquisadores acompanharam o crescimento de dez espécies arbóreas nativas de valor comercial, como jatobá e ipê-roxo, para modelar o tempo até atingirem o diâmetro de corte.

Embora muitas dessas espécies estejam protegidas por lei, os dados obtidos fornecem subsídios técnicos para ampliar o uso futuro de espécies nativas na restauração produtiva. A proposta central do trabalho é tornar os custos da restauração florestal mais atrativos, sem perder de vista a recuperação de serviços ecossistêmicos, como polinização e sequestro de carbono.

O projeto, conduzido no Programa Biota-Fapesp, busca respostas ambientais sustentáveis e eficazes. O Prêmio Jovem Cientista, que incentiva iniciativas relacionadas a mudanças climáticas, também está alinhado com essa proposta, promovendo soluções para desastres ambientais e estratégias de resiliência.

Iniciativas como essa devem ser estimuladas pela sociedade civil, pois a união pode ajudar a promover a restauração florestal e a proteção dos biomas brasileiros. O apoio a projetos que visam a recuperação ambiental é fundamental para garantir um futuro sustentável e preservar a biodiversidade.

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