Estudo da SOS Mata Atlântica revela que, em 2024, o desmatamento na Mata Atlântica se manteve estável, com a perda de 13.472 hectares, destacando a urgência de ampliar a proteção do bioma.

A Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do Brasil, possui apenas 9,8% de sua área protegida por unidades de conservação, totalizando aproximadamente 12,86 milhões de hectares. Um estudo recente da Fundação SOS Mata Atlântica, divulgado no Dia Nacional da Mata Atlântica, revela que, apesar de uma leve redução no desmatamento em outros biomas, a Mata Atlântica perdeu 13.472 hectares em 2024, mantendo a estabilidade em relação ao ano anterior.
O estudo destaca a fragilidade do bioma, que enfrenta pressão constante do agronegócio, o principal vetor do desmatamento. Diego Igawa Martinez, coordenador de projetos da SOS Mata Atlântica, afirma que a proteção das áreas é mal distribuída e muitas unidades não conseguem cumprir seu papel de conservação. Ele ressalta a necessidade de criar novas áreas de proteção de forma estratégica.
A pesquisa também analisou os usos do solo dentro das unidades de conservação, identificando a presença de atividades como pastagens e agricultura em áreas que deveriam ser prioritariamente voltadas à conservação. Aproximadamente 2 milhões de hectares das unidades de conservação são ocupados por pastagens, enquanto mais de 80% da vegetação nativa remanescente está fora dessas áreas protegidas.
O Relatório Anual do Desmatamento, divulgado pela rede MapBiomas, aponta que o Brasil teve uma redução de 32,4% no desmatamento em 2023, com exceção da Mata Atlântica, que registrou estabilidade. Os eventos climáticos extremos, como chuvas e enchentes, contribuíram para 22% da perda de vegetação no bioma em 2024, totalizando 3.022 hectares.
Martinez destaca que menos de 30% do território da Mata Atlântica está coberto por florestas primárias ou secundárias. Ele observa que o desmatamento está vinculado à expansão do agronegócio, especialmente em Minas Gerais, Piauí e Bahia, além de ser impulsionado pela especulação imobiliária em áreas urbanas.
O estudo enfatiza a importância das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), que protegem 80% dos remanescentes florestais do bioma. Para fortalecer a rede de proteção, a SOS Mata Atlântica sugere ampliar os incentivos para a criação e manutenção dessas áreas. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem à conservação e recuperação da Mata Atlântica, contribuindo para a preservação desse ecossistema vital.

A Natura revisou suas metas de sustentabilidade até 2050, elevando suas ambições para 100% de plásticos renováveis e embalagens reutilizáveis até 2030, destacando a importância da regeneração. O CEO João Paulo Ferreira enfatizou que a empresa não recuará em seus compromissos, mesmo diante de desafios globais.

Em 2025, o Fundo Clima direcionou R$ 805,4 milhões em empréstimos do BNDES, com 72% para energia renovável, destacando um projeto de R$ 500 milhões no Rio Grande do Norte. A transição energética avança.

Pesquisadores do Barcelona Supercomputing Center e do Banco Central Europeu revelam que eventos climáticos extremos entre 2022 e 2024 causaram aumentos de até 300% nos preços de alimentos, impactando consumidores globalmente.

ICMBio autorizou a comunidade Guarani Mbya a ocupar a Reserva Biológica Bom Jesus, gerando polêmica sobre a proteção das áreas de conservação integral e os direitos indígenas. A ocupação pode comprometer a biodiversidade.

Pablito Aguiar lança "Água até aqui", um livro que narra histórias de sobrevivência da enchente no Rio Grande do Sul em 2024, destacando a luta de pessoas e um cavalo afetados pela tragédia climática. A obra, com 136 páginas, é uma reflexão sobre o impacto das mudanças climáticas e a resiliência humana.

O Brasil registrou uma queda significativa de 56,8% nos focos de calor em julho de 2025, refletindo ações governamentais e condições climáticas favoráveis. O Pantanal teve a maior redução, com 96,8% menos focos.