A partir de 23 de outubro, a Anvisa torna obrigatória a retenção de receita médica para medicamentos análogos ao GLP-1, como Ozempic e Wegovy, visando coibir automedicação e proteger a saúde pública. A medida responde ao aumento do uso inadequado desses fármacos, com 45% dos usuários sem prescrição médica. A Anvisa busca evitar riscos à saúde, especialmente entre aqueles que utilizam os medicamentos para emagrecimento sem supervisão profissional.

A partir de 23 de outubro, a retenção de receita médica se torna obrigatória para a compra de medicamentos análogos ao hormônio GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, que são utilizados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril, com o intuito de aumentar o controle sobre a venda desses produtos e proteger a saúde da população, especialmente em relação a eventos adversos associados ao uso inadequado.
Antes da nova regra, apenas a apresentação da prescrição era necessária no momento da compra. Agora, as farmácias devem reter a receita, assim como ocorre com antibióticos e medicamentos controlados. A validade das receitas será de até noventa dias a partir da data de emissão. A Anvisa destaca que essa medida é uma resposta ao elevado número de usuários que utilizam esses medicamentos sem orientação médica adequada.
Dados apresentados pela Anvisa indicam que quarenta e cinco por cento dos usuários de medicamentos à base de semaglutida ou tirzepatida não possuem prescrição médica. Desses, setenta e três por cento afirmam nunca ter recebido qualquer orientação profissional. Além disso, cinquenta e seis por cento dos usuários utilizam esses fármacos com o objetivo de emagrecimento, sendo que trinta e sete por cento não apresentam sobrepeso ou obesidade, o que caracteriza um desvio de finalidade.
Durante uma reunião da Anvisa, foi destacado que mais da metade dos pacientes que realmente necessitam desses medicamentos relatam dificuldades para encontrá-los nas farmácias. O representante da Interfarma, Renato Alencar Porto, alertou sobre o aumento da importação ilegal de insumos farmacêuticos, sugerindo uma produção em larga escala que ultrapassa os limites do uso individual.
As associações médicas expressaram preocupação com a popularização do uso desses medicamentos para fins estéticos, sem acompanhamento médico. A Anvisa já havia discutido a questão da retenção de receita em novembro do ano anterior, e a medida foi apoiada por diversas entidades de saúde, que ressaltaram os riscos da automedicação e a necessidade de um controle mais rigoroso.
As farmacêuticas envolvidas, como a Novo Nordisk e a Eli Lilly, manifestaram suas opiniões sobre a nova regra, enfatizando a importância do acompanhamento médico e a necessidade de evitar o uso off-label. Em um cenário onde a automedicação se torna comum, a união da sociedade pode ser fundamental para garantir que aqueles que realmente precisam de tratamento tenham acesso a ele, promovendo a saúde e o bem-estar da população.

Com a chegada do frio, o Distrito Federal registrou 4.079 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, com 79% das ocorrências em crianças. O rinovírus e o VSR são os principais responsáveis pela alta.

Estudo do Programa Genomas Brasil, financiado pelo Ministério da Saúde, revelou 8 milhões de variantes genéticas inéditas, com foco em doenças cardíacas e metabólicas. A pesquisa, que envolveu mais de 2,7 mil brasileiros, destaca a diversidade genética do país e pode transformar políticas de saúde pública.

Entre 14 e 25 de abril, escolas públicas atualizarão a caderneta de vacinação de 27,8 milhões de alunos, visando vacinar 90% dos estudantes menores de 15 anos. O Ministério da Saúde investiu R$ 150 milhões.

O Dia Nacional da Saúde, em 5 de agosto, destaca os avanços da saúde no DF, com 48,85% dos elogios ao GDF focados na área. O programa "O câncer não espera" e a ampliação de UTIs são algumas das iniciativas.

IgesDF amplia leitos pediátricos no HBDF e HRSM para atender demanda sazonal de síndromes respiratórias. Ação temporária visa melhorar o atendimento às crianças no Distrito Federal.

Cientistas alertam para uma "epidemia silenciosa" de escorpionismo no Brasil, com aumento de mais de 150% em casos na última década, exigindo campanhas de conscientização e ampliação da produção de soro antiveneno.