Impacto Social

Rio de Janeiro é a primeira cidade de língua portuguesa a ser Capital Mundial do Livro e promove a bibliodiversidade

O Rio de Janeiro foi nomeado Capital Mundial do Livro em abril de 2023, impulsionando a Bienal do Livro e promovendo a bibliodiversidade. A prefeitura planeja ações para garantir um legado duradouro.

Atualizado em
June 21, 2025
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Biblioteca Fantástica na Bienal do Livro 2025 — Foto: Guito Moreto/Agência O Globo

A Unesco nomeou o Rio de Janeiro como a Capital Mundial do Livro em abril de 2023, um reconhecimento inédito para uma cidade de língua portuguesa. O título, que dura um ano, visa promover a leitura e a bibliodiversidade. A Bienal do Livro, maior evento literário do Brasil, teve um aumento significativo nas vendas, com editoras reportando faturamento até setenta por cento maior em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A prefeitura do Rio de Janeiro implementou mudanças na Lei do Imposto sobre Serviços (ISS) para destinar recursos específicos ao fomento do livro. Raquel Menezes, da editora independente Oficina Raquel, destaca a importância da bibliodiversidade, que se refere à variedade de autores, temas e estilos literários. Ela acredita que o título deve ser uma bandeira da cidade, promovendo o reconhecimento de pequenas editoras e autores periféricos.

O secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, anunciou planos para um programa de compras públicas de livros, priorizando editoras independentes. A iniciativa visa beneficiar não apenas bibliotecas públicas, mas também comunitárias, que são essenciais para o acesso à leitura. Raquel Menezes observa que esses espaços demonstram um forte desejo de leitura na sociedade brasileira.

Marcos da Veiga Pereira, sócio-diretor da editora Sextante, ressalta que bibliotecas devem oferecer mais do que acervos. A formação e capacitação de profissionais que atuam nesses espaços é fundamental. Ele menciona uma pesquisa que aponta a necessidade de infraestrutura adequada, um bom acervo e a presença de mídias diversas para atrair leitores.

A prefeitura planeja criar um sistema único para a circulação de livros entre bibliotecas públicas e comunitárias, permitindo que os leitores possam pegar um livro em uma unidade e devolvê-lo em outra. O secretário Padilha também pretende estruturar um plano abrangente para o livro, leitura e oralidade, com previsão de publicação em 2025.

O crescimento nas vendas durante a Bienal do Livro indica um apetite por livros físicos, mas a presença de livrarias na cidade ainda é considerada baixa. Marcos da Veiga Pereira expressa o desejo de ver mais livrarias no Rio, que são importantes espaços de encontro e valorização do livro. A união da sociedade civil pode ser crucial para apoiar iniciativas que promovam a leitura e a diversidade literária, contribuindo para um legado duradouro.

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