Em 2024, 44% das instituições financeiras no Brasil relataram impactos diretos do clima, um aumento alarmante em relação aos anos anteriores, refletindo um "novo normal" de riscos climáticos. Eventos como enchentes e secas intensificaram a preocupação com a inadimplência no agronegócio, setor altamente exposto. A Confederação Nacional das Seguradoras estima indenizações anuais entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões em seguros rurais, evidenciando a crescente frequência de desastres naturais.

Em 2024, o setor financeiro brasileiro enfrentou um aumento significativo nos impactos climáticos, com quase 44% das instituições relatando efeitos diretos em suas operações. Este número representa mais do que o dobro em comparação a 2023, quando apenas 17% das instituições haviam identificado tais impactos. Eventos como enchentes no Rio Grande do Sul e secas no Sudeste contribuíram para essa mudança, levando o Banco Central a considerar esses dados como reflexo de um "novo normal".
A percepção do risco ambiental se intensificou, conforme destacou Amaury Oliva, diretor-executivo de Sustentabilidade da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Ele enfatizou que a agenda climática tende a se agravar, afetando a abertura de negócios e gerando riscos financeiros significativos. O setor bancário já discute estratégias para mitigar esses riscos e busca previsibilidade em suas operações.
Uma das principais preocupações é o aumento da inadimplência entre os clientes, especialmente no agronegócio, que é altamente vulnerável às condições climáticas. A seca, em particular, pode comprometer colheitas e levar a um aumento nos calotes de empréstimos, impactando diretamente as instituições financeiras. O Banco Central identificou que as maiores exposições ao risco climático estão relacionadas a regiões como o cerrado e a mata atlântica, onde a agricultura e a pecuária são predominantes.
Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), revelou que o setor paga entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões anualmente em indenizações de seguro rural, o que demonstra a alta exposição das seguradoras a esses riscos. Ele observou que a frequência e a intensidade dos eventos climáticos estão aumentando, indicando uma nova realidade que exige atenção constante do setor.
Apesar do aumento dos impactos climáticos, dados do Banco Central mostram uma queda na preocupação com riscos a longo prazo. As instituições financeiras estão se tornando mais maduras e capacitadas para identificar e mitigar esses riscos, reavaliando a concentração de crédito em setores vulneráveis e aprimorando o uso de dados. Francisco Silveira, chefe adjunto do Departamento de Gestão Estratégica e Supervisão Especializada do Banco Central, destacou que a abordagem prospectiva tem ajudado a evitar problemas futuros.
Neste cenário, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem a mitigação dos impactos climáticos e a recuperação de comunidades afetadas. Projetos que promovam a resiliência e a sustentabilidade devem ser incentivados, pois podem fazer a diferença na vida de muitos que enfrentam os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Ativistas e indígenas protestam em Brasília por uma transição energética justa na COP30. Durante o ato, uma faixa de 30 metros e painéis solares foram levados ao Itamaraty, destacando a urgência de ouvir os povos originários nas negociações climáticas. A COP30, que ocorrerá em Belém, abordará temas cruciais como justiça climática e financiamento ambiental.

Colossal Biosciences apresenta filhotes de lobos geneticamente modificados, Romulus, Remus e Khaleesi, que crescem rapidamente, mas enfrentam críticas sobre sua classificação. Clonagem de lobos vermelhos visa aumentar diversidade genética.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, criticou a alta dos preços de hospedagem em Belém para a COP-30, chamando a situação de "extorsão", enquanto elogiou os vetos de Lula ao projeto de licenciamento ambiental.

A COP30, marcada para novembro de 2025 em Belém, enfatiza a Amazônia na bioeconomia. Estudo propõe governança experimentalista para integrar políticas públicas e fortalecer a efetividade local.

Após flagrante do Globocop, ICMBio programou inspeção na APA de Guapimirim, onde lixo se acumula em manguezais, afetando ecossistemas e a saúde de espécies locais. A situação reflete um problema estrutural de décadas.

A criação da Autoridade Climática, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta impasses sobre sua estrutura e não deve ser implementada até a COP30. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destaca a complexidade da proposta e a necessidade de um novo marco regulatório para antecipar tragédias climáticas.