A Praia de Botafogo é considerada própria para banho, com águas limpas e avistamento de tartarugas marinhas, após intervenções de saneamento. O Inea confirma a melhoria na balneabilidade, atraindo cariocas e turistas.

A Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro, foi considerada própria para banho pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) desde o dia 14 de maio. A mudança na qualidade da água, que antes era turva e barrenta, agora apresenta um mar mais cristalino, com avistamento de tartarugas marinhas. Essa transformação é resultado de intervenções de saneamento que visam melhorar a balneabilidade da região, unindo a praia a outros pontos como a Praia do Flamengo e a Prainha da Glória.
O Inea realiza análises da qualidade da água, verificando a presença de bactérias de origem fecal, como os enterococos. Para que a praia seja considerada própria, a concentração deve ser inferior a 100 NPM (Número Mais Provável) por 100 mililitros de água. Recentemente, 75% das amostras coletadas apresentaram resultados dentro desse padrão, o que é um indicativo positivo para os banhistas.
Ricardo Gomes, diretor do Instituto Mar Urbano, tem mergulhado na Praia de Botafogo e relata ter visto peixes e tartarugas-verdes, uma espécie que pode atingir até um metro e meio de comprimento. Ele destaca que a água está mais limpa do que nunca, o que anima tanto os mergulhadores quanto os frequentadores da praia. A designer de interiores Thaís Duque, moradora da região, também notou a melhoria, afirmando que a areia e a água estão mais limpas, contrastando com a situação anterior, onde lixo era comum.
A repercussão nas redes sociais foi impulsionada por Natália Oliveira, socióloga e empresária, que compartilhou um vídeo mergulhando na praia e elogiou a experiência. Ela afirmou que superou suas expectativas, destacando a ausência de lixo e a qualidade da água. A Praia de Botafogo, que já foi um ponto turístico popular até a década de 1960, sofreu com a poluição devido ao desenvolvimento urbano e obras na área.
As melhorias na balneabilidade são atribuídas a intervenções de recuperação ambiental na Baía de Guanabara, incluindo o desvio do curso do Rio Berquó, que anteriormente despejava esgoto na praia. A concessionária Águas do Rio, responsável por essas ações desde 2021, afirma que a limpeza do Interceptor Oceânico foi crucial, retirando três mil toneladas de resíduos e reduzindo os extravasamentos de esgoto nas praias.
Além disso, a concessionária implantou uma estação elevatória de esgoto na Praça do Índio, que também contribui para a melhoria da qualidade da água. Com mais de 100 milhões de litros de água contaminada deixado de ser despejado diariamente, a situação das praias da Zona Sul do Rio de Janeiro tem se tornado cada vez mais favorável. A união da sociedade civil pode ser fundamental para continuar apoiando iniciativas que promovam a recuperação ambiental e a preservação desses espaços.

Celia Maria Machado Ambrozio lançou o livro "Conservação do Cerrado", que aborda a preservação ambiental e cultural entre Cocalzinho de Goiás e a Cidade de Goiás, destacando a importância da interação entre esses elementos.

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Um estudo da Vrije Universiteit Brussel aponta que quase 40% das geleiras do mundo podem derreter, com perdas de até 75% se as temperaturas globais atingirem 2,7°C. A preservação do gelo glacial depende de ações para limitar o aquecimento a 1,5°C.

Desmatamento de 5.000 hectares na mata atlântica em Santa Catarina gera disputa judicial entre o Ibama e a Klabin, que obteve liminar suspendendo embargos e multas enquanto novas áreas desmatadas foram identificadas.

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Estudo revela que, apesar da estiagem e perfuração de poços clandestinos, os níveis de água subterrânea na Bacia do Paranapanema permanecem estáveis, destacando a resiliência hídrica da região. O geólogo Rodrigo Manzione e sua equipe utilizam dados de satélites para monitorar e mapear essas reservas, enfatizando a importância de uma gestão integrada dos recursos hídricos.