Projeto no Rio Grande do Sul visa implantar 20 mil quilômetros de redes de esgoto, aumentando a cobertura de esgotamento sanitário de 0% a 90% em dez anos, com foco em resiliência climática. A iniciativa busca transformar a gestão de saneamento, promovendo saúde pública e desenvolvimento sustentável.

O Brasil enfrenta desafios significativos na gestão de saneamento, com cada município apresentando particularidades em infraestrutura, geografia e vulnerabilidade socioambiental. Em 2023, um projeto no Rio Grande do Sul visa implantar 20 mil quilômetros de redes de esgoto, aumentando a cobertura de esgotamento sanitário de zero a noventa por cento em uma década. Essa iniciativa não é apenas uma obrigação contratual, mas um compromisso com a saúde pública e o desenvolvimento social.
A universalização do saneamento é um dos principais desafios do setor. Para superá-lo, é necessário um planejamento de longo prazo, investimentos robustos e agilidade na execução. O projeto em andamento no estado representa uma infraestrutura que, se estendida, seria quatro vezes maior que a distância entre Oiapoque e Chuí. Essa rede é crucial para prevenir doenças que afetam comunidades sem acesso a saneamento adequado.
Modelos de gestão mais modernos têm se mostrado eficazes. A transição da administração pública para a privada, observada em diversos estados, tem possibilitado investimentos significativos e a modernização dos processos. A eliminação de burocracias e o uso estratégico de recursos têm acelerado obras e melhorado resultados. Estudos indicam que esse modelo pode movimentar cerca de R$ 900 bilhões para a modernização e expansão dos serviços de água e esgoto no Brasil.
Um dos problemas críticos é o controle de perdas hídricas, com índices acima de quarenta por cento em muitos sistemas de distribuição. Para reverter essa situação, é fundamental investir em tecnologias de monitoramento e reparo rápido. No Rio Grande do Sul, o uso de um satélite israelense tem sido decisivo na detecção de perdas subterrâneas, contribuindo para a eficiência hídrica e a sustentabilidade do sistema.
A realidade climática também impõe novos desafios ao setor. Eventos extremos, como enchentes e estiagens, exigem uma revisão na concepção dos sistemas de abastecimento e coleta. Em 2024, um forte evento climático no Rio Grande do Sul evidenciou a necessidade de um plano de resiliência climática, focado na prevenção de danos e na continuidade operacional durante crises. Essa abordagem é essencial para garantir a robustez dos sistemas de saneamento.
A evolução do acesso a água e esgoto no Brasil depende da articulação entre conhecimento técnico, capacidade de investimento e compromisso com as realidades locais. Projetos que visam a universalização devem ser estimulados pela sociedade civil, pois a união pode fazer a diferença na vida de muitos que ainda carecem de serviços básicos de saneamento.

A museômica está revolucionando a pesquisa científica ao permitir a extração de DNA de espécimes históricos, reclassificando espécies como as rãs-foguete da Mata Atlântica. O professor Taran Grant destaca que essa técnica revaloriza acervos de museus, essenciais para a conservação da biodiversidade.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) deve decidir sobre a legalidade de licenças para desmatamento no Pantanal, com um caso envolvendo 20,5 mil hectares pronto para julgamento. A nova lei estadual exige licenças mais rigorosas.

Pesquisadores da UFSCar e Unesp revelam que florestas secundárias na Mata Atlântica são 61% mais vulneráveis ao fogo, enquanto florestas maduras têm 57% menos suscetibilidade, exigindo políticas de conservação específicas.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) anunciou R$ 1,65 bilhão para revitalizar bacias hidrográficas, priorizando saneamento e reflorestamento, especialmente nas bacias dos rios São Francisco e Parnaíba.

Lojas Renner, C&A e Grupo Malwee avançam em sustentabilidade, com inovações como loja circular e camiseta que sequestra carbono, visando impacto ambiental positivo e inclusão social até 2030.

Pesquisadores brasileiros criaram uma argila cerâmica leve com algas Sargassum, oferecendo uma solução sustentável para o acúmulo dessa biomassa nas praias. O estudo, coordenado por João Adriano Rossignolo da USP, mostra que a adição de sargaço melhora o desempenho ambiental e reduz a densidade do material.