Sebastião Salgado, fotógrafo e defensor dos povos indígenas, faleceu aos 81 anos, deixando um legado marcante na documentação das etnias brasileiras, especialmente os Ianomâmis. Sua expedição à Amazônia culminou na obra "Amazônia", que retrata a luta e a vida dos povos originários.

O renomado fotógrafo Sebastião Salgado faleceu na última sexta-feira, aos 81 anos, deixando um legado marcante no fotojornalismo e na defesa dos povos indígenas. Sua trajetória inclui uma expedição ao território Ianomâmi, parte de um projeto que visava documentar a vida e as lutas das principais etnias indígenas do Brasil. A experiência foi registrada na obra "Amazônia", publicada em 2021, e reflete a importância de sua contribuição para a visibilidade das questões indígenas.
Em março de 2014, Salgado e o repórter Arnaldo Bloch realizaram uma travessia pelas terras ianomâmis, onde presenciaram uma festa fúnebre chamada reahu. O ritual, que homenageia um jovem caçador falecido, é repleto de simbolismo e práticas ancestrais, como a queima de objetos pessoais e a preservação das cinzas em urnas. A cerimônia, marcada por danças e invocações de espíritos, transformou a aldeia em um espaço de luto e celebração.
Durante a expedição, Salgado e Bloch observaram a vida cotidiana dos ianomâmis, que continuava vibrante mesmo em meio ao luto. As crianças brincavam, enquanto as mulheres preparavam alimentos tradicionais. No entanto, a presença de doenças como a gripe e a ameaça constante de exploração de suas terras evidenciam os desafios enfrentados por essas comunidades. O xamã Davi Kopenawa alertou sobre os perigos da destruição ambiental, ressaltando a conexão entre a saúde da terra e a sobrevivência do povo ianomâmi.
A expedição ao território Ianomâmi foi a culminação de um projeto iniciado em 2013, que incluiu visitas a outras etnias, como os Awás. Salgado, acompanhado por uma equipe de guias e assistentes, buscou registrar a relação espiritual dos indígenas com seu território ancestral, especialmente em áreas ameaçadas pela mineração ilegal e pela presença de missões religiosas.
A obra "Amazônia" reúne as fotografias e relatos das experiências vividas por Salgado e sua equipe, destacando a urgência da proteção dos povos originários e de suas terras. O trabalho de Salgado não apenas documenta a realidade dessas comunidades, mas também serve como um chamado à ação para a sociedade civil em prol da preservação cultural e ambiental.
O legado de Sebastião Salgado nos inspira a refletir sobre a importância de apoiar iniciativas que promovam a proteção dos povos indígenas e suas culturas. Em momentos como este, a união da sociedade pode fazer a diferença, ajudando a garantir que as vozes dos menos favorecidos sejam ouvidas e respeitadas.

Durante a palestra no Rio Innovation Week, Nathalie Kelley criticou a influência de corporações nas conferências climáticas, destacando que a COP30 em Belém deve abordar a globalização como causa das mudanças climáticas.

Bonito (MS) se destaca como o primeiro destino de ecoturismo do mundo a conquistar a certificação Carbono Neutro, promovendo a proteção da Gruta do Lago Azul e do Abismo Anhumas. A ATTA trouxe especialistas globais para conhecer as iniciativas sustentáveis da região.

Al Gore expressa otimismo sobre a COP30 no Brasil, destacando a urgência da crise climática e a necessidade de financiar a transição energética em países em desenvolvimento. Ele acredita que o apoio popular pode levar a um acordo climático robusto.

Ibama flagra desmatamento de quase cinco mil hectares de vegetação nativa em Santa Catarina para cultivo de Pinus, enquanto uma liminar judicial impede ações contra a empresa responsável. A degradação ameaça a biodiversidade e a proteção dos Campos de Altitude.

A direção do Ibama autorizou testes da Petrobras na Foz do Amazonas, desconsiderando recomendações técnicas contrárias, em meio a forte pressão política. A simulação de vazamento pode acelerar a exploração na região.

Estudo revela que uma espécie de coral da ilha principal do Refúgio de Vida Silvestre de Alcatrazes retém 20 toneladas de carbono anualmente, contribuindo para a mitigação do efeito estufa. Pesquisadores da Unifesp destacam a importância dos corais na captura de carbono e seu papel essencial no ecossistema marinho.