Meio Ambiente

Secretaria de Meio Ambiente inicia ações emergenciais após desabamento do Aterro Sanitário Ouro Verde em Goiás

Desabamento do Aterro Sanitário Ouro Verde em Padre Bernardo (GO) leva Semad a desviar o Córrego Santa Bárbara e retirar 42 mil metros cúbicos de lixo, após falhas da empresa responsável. Medidas emergenciais são urgentes.

Atualizado em
July 1, 2025
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Incidente ocorreu no aterro sanitário Ouro Verde em Goiás - (crédito: Reprodução/Floresta Nacional de Brasília)

Diante dos sérios danos ambientais causados pelo desabamento do Aterro Sanitário Ouro Verde, em Padre Bernardo (GO), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) anunciou medidas emergenciais. As ações incluem o desvio do leito do Córrego Santa Bárbara, a retirada de 42 mil metros cúbicos de lixo e o esvaziamento das três lagoas de chorume do aterro. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira, 30 de junho, após um relatório técnico da Semad indicar que as ações anteriores foram insuficientes.

O relatório destaca que as equipes técnicas atuaram com rapidez e dentro de suas competências, mas a falta de resposta efetiva da empresa responsável comprometeu a continuidade das ações emergenciais. A Semad enfatiza a necessidade de adotar medidas mais rigorosas contra a empresa e de fortalecer a articulação com outros órgãos de fiscalização e controle, como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil.

Os técnicos da Semad já estão elaborando os documentos necessários para a contratação dos serviços de remoção e contenção. Em nota, a secretaria informou que os órgãos envolvidos no gabinete de crise iniciarão os procedimentos em breve, embora ainda não haja uma data definida para o início das intervenções.

Recentemente, a inércia da empresa Ouro Verde foi evidenciada quando, no dia 27 de junho, seus representantes garantiram que realizariam o desvio do córrego bloqueado pelo desabamento. No entanto, no dia seguinte, os órgãos de fiscalização constataram que a proposta era inviável, pois não considerava o aumento do nível da água represada e as características do relevo local.

A empresa também não tomou medidas para implantar um barramento que impediria o transporte de resíduos até o Rio do Sal, caso ocorresse um novo colapso. Além disso, não foram realizadas ações como o bombeamento de água contaminada para bacias de contenção e o monitoramento da qualidade da água, que são essenciais para evitar a ampliação do desastre.

Vítimas do acidente podem precisar de ajuda na recuperação desse incidente, e a mobilização da sociedade civil é fundamental para apoiar projetos que visem a mitigação dos danos e a recuperação ambiental. A união da comunidade pode fazer a diferença em situações como essa, promovendo ações que beneficiem os mais afetados.

Correio Braziliense
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