Ivana Andrade, psicóloga, relata sua luta de quase 20 anos até o diagnóstico de síndrome da fadiga crônica (SFC), enfrentando gaslighting médico e questionando a falta de diretrizes no SUS para tratamento.

A síndrome da fadiga crônica (SFC), também conhecida como encefalomielite miálgica, é uma condição que compromete severamente a qualidade de vida dos pacientes, especialmente mulheres. Ivana Andrade, psicóloga de 35 anos, enfrentou um longo caminho de quase 20 anos até receber o diagnóstico correto. Durante esse período, ela lidou com o que descreve como gaslighting médico, sendo convencida de que seus sintomas eram apenas resultado de ansiedade ou depressão.
Os sintomas de Ivana incluíam cansaço extremo, sudorese e dificuldades cognitivas. O diagnóstico de SFC é desafiador, pois não existe um exame específico para a condição, levando a confusões com outras doenças. O médico e pesquisador Luis Nacul, que ajudou Ivana a entender sua condição, ressalta que a SFC é debilitante e pode limitar as atividades diárias, resultando em incapacidade laboral para muitos pacientes.
Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2024, 65,7% dos atendimentos relacionados à fadiga crônica na atenção primária foram de mulheres. Ivana, por exemplo, teve sua crise mais intensa em 2014, quando precisou abandonar seu emprego e o curso de direito, passando meses incapacitada devido aos sintomas. Além das dificuldades profissionais, a síndrome impactou sua vida social, dificultando novas relações.
Atualmente, Ivana consegue trabalhar apenas 20 horas semanais e depende de serviços de entrega para alimentação, já que ficar em pé ou sentado por longos períodos provoca mal-estar. O tratamento envolve o uso de medicamentos, como betabloqueadores, para controlar os sintomas, mas não há cura para a SFC. O médico Nilton Salles explica que a condição pode ser desencadeada por infecções, como a Covid-19, e requer acompanhamento multidisciplinar.
A abordagem para o tratamento da SFC é controversa, especialmente no que diz respeito à atividade física. O professor David Systrom, especialista na área, sugere que o tratamento inicial deve focar em medicamentos antes de introduzir exercícios. O manejo clínico da SFC no Sistema Único de Saúde (SUS) é baseado no controle dos sintomas, sem diretrizes específicas para a condição.
Ivana Andrade se tornou uma ativista pela conscientização sobre a SFC e, no último ano, entrou com uma ação no Ministério Público Federal para questionar a falta de diretrizes específicas para o tratamento da síndrome no SUS. Ela destaca a importância de profissionais capacitados para atender pacientes com essa condição. Nossa união pode fazer a diferença na luta por melhores condições de tratamento e apoio a quem vive com a síndrome da fadiga crônica.

Brasília se consolida como um centro de tecnologia e inovação com a realização da Campus Party Brasil e do Inova Summit em junho, além do novo ciclo do programa StartBSB para apoiar até 100 startups em 2025.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que uma em cada seis pessoas no mundo enfrenta a solidão, resultando em mais de 871 mil mortes anuais. O relatório propõe ações para promover conexões sociais e lança a campanha "Knot Alone".

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região confirmou a condenação da Marinha a pagar R$ 20 mil a Lucas da Cruz, militar transexual, por assédio moral e constrangimentos. A decisão, unânime, pode ser contestada.

A série "Vale Tudo" destaca a luta de Heleninha Roitman, interpretada por Paolla Oliveira, contra o alcoolismo, refletindo a realidade de muitos. O Alcoólicos Anônimos (AA) observa um aumento significativo de mulheres após a pandemia.

Neoenergia anunciou investimento de R$ 1,3 bilhão até 2029 para modernizar a rede elétrica no DF, regularizar energia para 82 mil famílias e promover projetos sociais e de hidrogênio verde.

A gestão Ricardo Nunes lançou um chamamento público para requalificação do Largo da Batata, em Pinheiros, visando melhorias na infraestrutura e valorização do patrimônio histórico. O projeto, que abrange 69,9 mil metros quadrados, será desenvolvido por uma organização social selecionada em um processo que dura trinta dias. A iniciativa surge após críticas à proposta de concessão à Pepsico, que foi cancelada devido a preocupações com a lei da Cidade Limpa.