A concessionária Smart Luz admitiu danos na vegetação do Parque do Cantagalo, após estacionar uma caminhonete no local. O biólogo Mário Moscatelli coordenará o replantio sem custos de mão de obra.

A concessionária Smart Luz, responsável pela iluminação pública no Rio de Janeiro, reconheceu ter causado danos na área naturalizada do Parque do Cantagalo, localizado na Lagoa Rodrigo de Freitas. O incidente ocorreu no último fim de semana, quando uma caminhonete da empresa estacionou sobre a vegetação, destruindo mudas de restinga e brejo plantadas em um projeto coordenado pelo biólogo Mário Moscatelli.
O biólogo, que supervisiona o plantio de mudas em uma área de duzentos metros quadrados, denunciou o ocorrido em um blog, destacando a destruição da vegetação e a presença de fios soltos deixados pela caminhonete. A Smart Luz admitiu que o veículo estava no local para realizar reparos em um poste de iluminação.
Como forma de reparação, a concessionária se comprometeu a adquirir novas mudas e insumos para replantio. Moscatelli, por sua vez, não cobrará pela mão de obra necessária para o novo plantio, demonstrando um espírito colaborativo em prol da recuperação da área afetada.
Em sua declaração, Moscatelli enfatizou a importância de que empresas prestadoras de serviços para a prefeitura adotem práticas que evitem a repetição de incidentes como este. Ele ressaltou que, embora a iluminação pública seja necessária, a execução do trabalho deve ser feita de maneira técnica e orientada, evitando conflitos entre as ações da prefeitura e das concessionárias.
A situação gerou preocupações sobre a preservação ambiental e a necessidade de um planejamento mais cuidadoso em projetos que envolvem áreas naturais. A destruição da vegetação não apenas afeta a biodiversidade local, mas também compromete a estética e a funcionalidade do parque, que é um espaço de lazer para a comunidade.
É fundamental que a sociedade civil se mobilize em defesa de projetos que visem a recuperação e preservação de áreas verdes. A união em torno de iniciativas que promovam a sustentabilidade e a proteção ambiental pode fazer a diferença na manutenção de espaços como o Parque do Cantagalo, beneficiando toda a comunidade.

Em 2024, o Brasil registrou 226 novos litígios climáticos, totalizando 2.967 casos, posicionando-se como o quarto país com mais processos. A Corte IDH destacou saberes tradicionais e a natureza como sujeitos de direitos.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) soltou trinta papagaios-verdadeiros reabilitados na Chapada Imperial, após resgates de tráfico ilegal. A ação visa reintegrar as aves à natureza, com suporte nutricional temporário para garantir sua adaptação.

Indígenas e ambientalistas protestam contra o leilão da ANP, que oferece 172 blocos de petróleo e gás, com ações judiciais visando suspender a oferta na Foz do Amazonas por falta de licenciamento ambiental.

O Cânion do Peruaçu, em Minas Gerais, pode ser reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, com avaliação agendada para esta semana em Paris. O governo brasileiro finalizou a indicação, respeitando demandas indígenas e delimitando uma área de 38.003 hectares, que abriga cavernas, sítios arqueológicos e rica biodiversidade. Destaque para a Gruta do Janelão e a Perna da Bailarina, a maior estalactite do mundo, além de 114 sítios com pinturas rupestres.

O Tesouro Nacional lançou o segundo edital do programa de economia verde, permitindo até 40% de financiamento interno e juros de 1% ao ano, visando restaurar 1 milhão de hectares. A iniciativa busca mobilizar R$ 10 bilhões em investimentos privados.

A Floresta Nacional do Jatuarana, no Amazonas, foi concedida pela primeira vez em leilão na B3, com expectativa de arrecadação de R$ 32,6 milhões anuais e geração de 2,8 mil empregos. A meta é ampliar concessões para 20 milhões de hectares até 2030, promovendo a economia sustentável e combatendo o desmatamento ilegal.