Supermercados dominam a venda de alimentos ultraprocessados no Brasil, conforme estudo de Marcos Anderson Lucas da Silva, que propõe o sistema Locais-Nova para promover o acesso a opções saudáveis. A pesquisa destaca a necessidade de intervenções públicas para melhorar a disponibilidade de alimentos frescos e saudáveis, especialmente em áreas periféricas.

Um novo sistema de classificação de locais de aquisição de alimentos, chamado Locais-Nova, foi desenvolvido para melhorar o acesso a alimentos saudáveis no Brasil. A proposta, apresentada por Marcos Anderson Lucas da Silva, doutorando da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), destaca a predominância de supermercados na oferta de alimentos ultraprocessados, que estão associados a riscos de doenças cardiovasculares e morte precoce.
Os dados revelam que os supermercados são responsáveis por sessenta e oito por cento das aquisições de alimentos no Brasil, seguidos por pequenos mercados, feiras livres e padarias. Apesar de também oferecerem opções saudáveis, a concentração de ultraprocessados, como refrigerantes e biscoitos, pode prejudicar escolhas alimentares mais saudáveis. Silva enfatiza que a baixa disponibilidade de alimentos saudáveis nesses locais influencia as decisões dos consumidores.
O estudo de Silva reclassificou categorias anteriormente confusas, como "mistos", "mercearias" e "mercados", em três novas categorias: fontes de alimentos in natura ou minimamente processados, fontes de processados e fontes de ultraprocessados. Essa nova abordagem, fundamentada no Guia Alimentar para a População Brasileira, visa promover a saúde e facilitar a análise crítica das opções alimentares disponíveis.
As particularidades econômicas e culturais de cada região do Brasil também influenciam o acesso a alimentos. Regiões como Norte e Nordeste apresentam maior consumo de alimentos in natura em comparação com Sul e Sudeste. Silva observa que, em áreas de maior renda, há uma tendência de maior aquisição de ultraprocessados, o que pode impactar negativamente a saúde da população.
O estudo sugere que o fortalecimento de feiras livres e outros locais que oferecem alimentos saudáveis é essencial. Silva propõe que o poder público atue para aumentar a acessibilidade e a disponibilidade desses espaços, especialmente em áreas periféricas. A nova cesta básica, que inclui uma variedade de alimentos com tarifa zero, é uma das iniciativas que podem ajudar a reduzir os preços e melhorar o acesso a alimentos saudáveis.
Esse estudo é um passo importante para identificar áreas que necessitam de intervenções específicas e para transformar as lógicas de abastecimento alimentar. A gestão municipal deve ser incentivada a valorizar locais que oferecem alimentos saudáveis, promovendo um ambiente mais favorável à saúde. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem melhorar o acesso a alimentos saudáveis e promover a saúde pública.

A COP30 em Belém busca legados significativos com propostas como o Fundo Florestas Tropicais e a integração de mercados de carbono, apesar das tensões geopolíticas e resistência de alguns países.

Ju Ferraz, empresária e criadora de conteúdo, traz o evento Body ao Rio de Janeiro em 13 de outubro, celebrando a autoaceitação e homenageando Preta Gil com um prêmio em seu nome. O evento destaca vozes femininas e discute a diversidade corporal.

São Paulo se destaca com restaurantes 100% livres de glúten, como Grão Fino e Pizza for Fun, oferecendo segurança alimentar para celíacos, que precisam evitar contaminação cruzada.

Estudo da USP revela que o consumo de ultraprocessados no Brasil varia entre municípios, com Florianópolis alcançando 30,5% das calorias diárias, destacando a influência da renda e urbanização.

Estudo revela que a série "Os 13 porquês" correlaciona-se com um aumento de 28,9% nos suicídios adolescentes nos EUA. Especialistas discutem a representação do suicídio na mídia e suas consequências sociais.

O festival Rio Refugia, em celebração ao Dia Mundial do Refugiado, ocorrerá nos dias 21 e 22 de junho no Sesc Tijuca, com entrada gratuita e expectativa de atrair até 12 mil visitantes. O evento, promovido pelo Sesc RJ e outras organizações, contará com gastronomia, artesanato, oficinas culturais e apresentações musicais, destacando a resiliência de refugiados e promovendo a diversidade cultural.