Teatro de Contêiner Mungunzá enfrenta despejo em São Paulo, levantando questões sobre a falta de alternativas para moradia e a expulsão de populações vulneráveis do centro. O espaço é vital para a cultura e inclusão social.

O Teatro de Contêiner Mungunzá, localizado em São Paulo, enfrenta um processo de despejo iniciado pela prefeitura, que justifica a ação pela necessidade de moradias na região. O grupo que administra o teatro contesta a falta de alternativas viáveis e a expulsão de populações vulneráveis do centro da cidade, onde a desigualdade é uma realidade constante.
Desde sua ocupação em 2016, o Teatro de Contêiner tem sido um espaço de resistência cultural e inclusão social. O local abriga projetos como o Tem Sentimento, que visa gerar renda para mulheres cis e trans em situação de vulnerabilidade. Durante a pandemia, o teatro também se tornou um ponto de distribuição de alimentos, reforçando seu papel como um espaço de apoio à comunidade.
Os artistas do teatro afirmam que a cultura é essencial para a humanidade e que a destruição de espaços culturais representa uma perda significativa para a cidade. Eles destacam que, embora a construção de moradias seja importante, existem muitos terrenos e prédios vazios na área que poderiam ser utilizados antes de desapropriar um espaço que já funciona e atende à população.
A gestão do Teatro de Contêiner sempre se manteve em conformidade com as exigências da prefeitura, cumprindo sua função pública. No entanto, as conversas com a administração municipal não resultaram em alternativas concretas para a desocupação. O grupo solicita um novo espaço que atenda às suas necessidades e o tempo necessário para honrar a programação já estabelecida.
Além disso, o teatro denuncia a divulgação de informações falsas na mídia e a truculência enfrentada por seus membros durante as operações de desocupação. A comunidade se mobiliza para defender o espaço, que é visto como um símbolo de resistência e criatividade em meio a um cenário de exclusão.
Nesta situação, a união da sociedade civil pode ser fundamental para garantir a continuidade de projetos culturais e sociais que fazem a diferença na vida de muitos. O apoio a iniciativas que promovem a inclusão e a cultura é essencial para a construção de um futuro mais justo e humano.

O Museu Nacional reabre após sete anos do incêndio de 2018, apresentando a exposição "Entre Gigantes", que inclui o meteorito Bendegó. A reabertura é um marco, mas ainda requer R$ 170 milhões para a restauração completa.

O governo paulista ampliou o programa Tarifa Social Paulista, criando a categoria Social II, que oferece 50% de desconto em tarifas de água e esgoto para 748 mil novas famílias em favelas. A medida, anunciada pela secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende, visa beneficiar cerca de 2,2 milhões de pessoas. Com isso, o total de famílias com desconto chega a 1,7 milhão, abrangendo cinco milhões de cidadãos.

O governo de São Paulo abrirá um abrigo na estação Pedro II do Metrô, com 100 vagas, para acolher pessoas e animais de estimação durante a onda de frio prevista. O local oferecerá refeições, cobertores e suporte médico.

Estado de São Paulo foi condenado a pagar R$ 350 mil por danos morais coletivos à população negra, após monitoramento da Polícia Militar em caminhada turística em 2020. A decisão destaca violação de direitos fundamentais.

A Câmara dos Deputados aprovou o PL 2583/2020, que visa garantir a autonomia do Brasil na produção de insumos médicos, com 352 votos a favor. A proposta, elaborada durante a pandemia, busca fortalecer a indústria nacional e reduzir a dependência externa. As empresas estratégicas de saúde poderão receber benefícios fiscais e devem atender às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo a segurança sanitária e o desenvolvimento tecnológico no setor.

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência aprovou o Projeto de Lei 2179/24, que permite o uso opcional de pulseira lilás para identificar pacientes autistas em atendimentos de saúde. A proposta, do deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), visa facilitar a identificação de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) em instituições de saúde. A medida ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) antes de ser votada na Câmara e no Senado.