Teatro Procópio Ferreira pode ser demolido para quitar dívida de Paulo Maluf. A vereadora Luna Zarattini busca preservar o espaço cultural histórico em São Paulo.

O Teatro Procópio Ferreira, situado na rua Augusta em São Paulo, enfrenta a possibilidade de demolição para quitar uma dívida de Paulo Maluf com a Prefeitura. O ex-prefeito possui 25% do imóvel, que integra um conjunto de propriedades da sua família. Recentemente, herdeiros iniciaram negociações com uma incorporadora interessada na compra dos lotes para construção de prédios.
Artistas locais manifestaram preocupação com o futuro do teatro e procuraram a vereadora Luna Zarattini (PT-SP) para discutir a situação. Em resposta, a vereadora enviou um ofício à prefeitura solicitando esclarecimentos e ações para preservar o espaço cultural, que já foi palco de produções icônicas, como o programa "Sai de Baixo".
A parte do imóvel pertencente a Maluf está bloqueada judicialmente devido a uma ação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por improbidade administrativa, o que complica a venda. Os administradores do local buscam reverter esse bloqueio para utilizar os recursos na quitação da dívida. Outros herdeiros também demonstraram interesse em vender suas partes do imóvel.
Construído em mil novecentos e quarenta e oito, o teatro homenageia o dramaturgo João Álvaro de Jesus Quental Ferreira. Além de abrigar o "Sai de Baixo", o espaço já recebeu diversas peças teatrais e atualmente mantém contratos de aluguel com um salão de beleza e uma clínica médica.
A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa reconheceu a importância do teatro na história da cidade e afirmou que responderá ao ofício da vereadora. O empresário Sandro Chaim, responsável pela gestão do teatro, declarou que o espaço continua operando normalmente e não está ciente de negociações sobre o imóvel.
Com a situação do Teatro Procópio Ferreira em risco, a mobilização da comunidade cultural é essencial. A união de esforços pode garantir a preservação desse importante patrimônio, permitindo que continue a ser um espaço de expressão artística e cultural em São Paulo.

Rio de Janeiro inicia sua jornada como Capital Mundial do Livro 2025 com evento cultural. O prefeito Eduardo Paes recebeu o título da Unesco, destacando a importância da leitura e da cultura na cidade. Mais de 200 atividades estão programadas até 2026, incluindo uma Bienal do Livro transformada em parque temático literário. A cerimônia misturou música, dança e tecnologia, homenageando grandes escritores e promovendo a inclusão social.

Bares tradicionais da Asa Norte, Baóbar e Pardim, tiveram seus alvarás para música ao vivo cassados pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram) devido a reincidências em poluição sonora. Artistas e frequentadores reagem com indignação, considerando a ação uma repressão cultural. O Baóbar, que promove o projeto Samba Nosso, e o Pardim, famoso por suas rodas de MPB, enfrentam restrições severas, enquanto alegam seguir normas de volume. Ambos aguardam desdobramentos legais.

Em 2025, o Projeto Aquarius celebra os 100 anos do jornal O GLOBO com um concerto gratuito na Praça Mauá, reunindo grandes artistas como Martinho da Vila e Roberta Miranda. O evento destaca a diversidade cultural do Brasil.

João Moreira Salles lança "Minha terra estrangeira" no festival É Tudo Verdade, abordando a realidade indígena no Brasil com debates programados. O filme é uma colaboração com o Coletivo Lakapoy.

O Instituto Cultural Vale anunciará, em 8 de maio, o edital Chamada Instituto Cultural Vale 2025, com R$ 30 milhões para projetos culturais. As inscrições vão até 13 de junho. A iniciativa visa democratizar o acesso à arte e fortalecer a economia criativa no Brasil.

O Sesc Sílvio Barbato, em Brasília, apresenta de 27 a 29 de junho o espetáculo gratuito "Os sonhos de Gaubi Beijodo: A dor e a delícia de ser quem é!", com Hugo Leonardo e direção de Denis Camargo. A peça aborda resiliência e identidade, com acessibilidade em Libras e audiodescrição na sessão de estreia.