Maria Isabel, de 89 anos, utiliza jogos de realidade virtual em sua reabilitação, com sessões personalizadas que melhoram sua mobilidade e cognição, segundo a fisioterapeuta Jéssica Bacha. Essa abordagem inovadora tem mostrado resultados promissores na saúde de idosos.

Aos 89 anos, Maria Isabel Planet Buarque tem utilizado jogos de realidade virtual como parte de sua rotina de reabilitação física. Há um ano e meio, ela recebe semanalmente a visita de uma fisioterapeuta especializada, que aplica sessões personalizadas de fisioterapia, combinando atividades imersivas e não imersivas. Jéssica Bacha, fisioterapeuta e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), destaca que cada sessão dura em média uma hora, dependendo da disponibilidade da paciente.
As modalidades de realidade virtual utilizadas na reabilitação incluem a não imersiva, com jogos em tablet focados na memória, a semi-imersiva, que envolve videogames interativos para reabilitação física, e a imersiva, que utiliza óculos de realidade virtual, especialmente para casos de desequilíbrio. No caso de Maria Isabel, o tratamento para seu transtorno neurocognitivo menor é feito com atividades imersivas e semi-imersivas, mesclando trinta minutos de jogos imersivos com vinte minutos de jogos não imersivos.
Durante as sessões, Jéssica orienta Maria Isabel, que executa os comandos com autonomia. Os jogos escolhidos, como "Just Dance" e "Kinect Adventures", foram testados para uso com idosos, especialmente aqueles com comprometimentos cognitivos leves e médios. Essa abordagem também é indicada para pacientes que sofreram AVC ou têm Parkinson. Apesar de algumas pausas serem necessárias, Maria Isabel se mostra entusiasmada com a atividade, que complementa sua rotina de exercícios físicos.
Além dos jogos imersivos, a fisioterapeuta utiliza jogos não imersivos em dispositivos como smartphones e tablets. Maria Isabel gosta de jogar "Show do Milhão" e forca, atividades que considera divertidas e que ajudam na sua cognição. Jéssica observa que a aceitação de tecnologias entre pacientes mais velhos pode ser inicialmente estranha, mas que muitos acabam reconhecendo os benefícios, como a aproximação com as gerações mais jovens.
Estudos em gerontecnologia mostram que a utilização de tecnologia na reabilitação pode melhorar o equilíbrio postural, a mobilidade e aspectos cognitivos. Jéssica ressalta que, embora a realidade virtual seja eficaz, não substitui a necessidade de terapias convencionais. O médico geriatra Victor Dornelas destaca a importância da prática de exercícios físicos para um envelhecimento saudável e a necessidade de acompanhamento profissional para garantir a segurança dos pacientes idosos.
As terapias com tecnologia estão se tornando cada vez mais relevantes, especialmente para o público idoso. A utilização de jogos e aplicativos de realidade virtual tem mostrado resultados promissores em casos de comprometimento cognitivo leve e outras condições. Iniciativas que promovem o uso de tecnologias na reabilitação podem ser fundamentais para melhorar a qualidade de vida de muitos idosos, e a união da sociedade civil pode impulsionar projetos que busquem apoiar essas práticas inovadoras.

Estado de São Paulo foi condenado a pagar R$ 350 mil por danos morais coletivos à população negra, após monitoramento da Polícia Militar em caminhada turística em 2020. A decisão destaca violação de direitos fundamentais.

O Na Prática, em parceria com o BTG Pactual, lançou o curso gratuito Carreira de Excelência, visando capacitar jovens para o mercado de trabalho e promover networking eficaz. O treinamento inclui encontros presenciais e projetos individuais, reconhecendo os melhores participantes.

Relatório da Habitat para a Humanidade Internacional destaca que melhorias em assentamentos informais podem prevenir milhões de doenças e mortes entre mulheres, evidenciando a conexão entre habitação e saúde. A organização convoca governos e doadores a integrar políticas habitacionais às de saúde, visando um impacto positivo imediato nas comunidades vulneráveis.

Três vacinas em desenvolvimento no Instituto Butantan foram incluídas no Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL) do Ministério da Saúde, visando fortalecer o SUS. As vacinas são para dengue, gripe aviária e uma nova versão para idosos.

A médica intensivista pediatra Suzana Berlim apresenta a exposição "Naquele Instante" no Sesc Brasília, com fotos que capturam momentos de crianças na UTI. O projeto, iniciado em 2016, visa ressignificar a experiência hospitalar.

Felca, influenciador digital, viralizou com o vídeo "Adultização", que alerta sobre a exposição de crianças nas redes sociais, gerando debates em Brasília sobre proteção infantil. O conteúdo, que já alcançou mais de 44 milhões de visualizações, destaca os riscos da captura de imagens de menores por algoritmos. A discussão resultou em propostas de lei para reforçar a segurança das crianças online.