Transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, estão crescendo entre pessoas acima dos 40 anos, com menopausa e mudanças de vida como gatilhos. Apoio psicológico é essencial para enfrentar esses desafios.

Os transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, não afetam apenas os jovens, mas também estão se tornando mais comuns entre homens e mulheres acima dos 40 anos. Fatores como menopausa e mudanças significativas na vida têm sido identificados como gatilhos para esses problemas. Uma pesquisa de 2019, publicada no periódico The Journal of the American Medical Association, revelou que cerca de um em sete homens e uma em cinco mulheres nos Estados Unidos apresentam transtornos alimentares nessa faixa etária, um número que é o dobro do observado entre os jovens de 21 anos.
O psiquiatra Fábio Salzano, vice-coordenador do Ambulim, destaca que os sintomas podem ser menos evidentes em algumas fases da vida, dificultando o diagnóstico precoce. Muitas pessoas acima dos 40 anos podem ter convivido com esses transtornos desde a juventude sem que isso fosse percebido por familiares e amigos. Um exemplo é a arquiteta Bruna, de 44 anos, que começou a adotar hábitos alimentares restritivos após se mudar para o interior de São Paulo, levando a um quadro de anorexia que só começou a ser tratado após um divórcio.
O ginecologista José Maria Soares Júnior, diretor da Sogesp e professor da USP, ressalta que a flutuação hormonal durante a menopausa e as mudanças corporais podem intensificar o medo de ganhar peso entre as mulheres. Além disso, a pressão social para manter um corpo magro, exacerbada pela exposição a conteúdos midiáticos, contribui para o agravamento desses transtornos. Mudanças nos relacionamentos, como divórcios e a saída dos filhos de casa, também são fatores que podem desencadear esses problemas.
Estudos recentes, como o artigo "Distúrbios Alimentares na Meia Idade", publicado em 2022 na Harvard Women's Health Watch, alertam para os riscos associados aos transtornos alimentares em adultos mais velhos. A saúde óssea pode ser severamente afetada, aumentando em até sete vezes o risco de fraturas. Além disso, a predisposição a doenças cardíacas e problemas gastrointestinais também é maior entre esses pacientes, especialmente aqueles que utilizam medicamentos para doenças crônicas.
Embora a literatura sobre transtornos alimentares em idosos seja escassa, uma revisão da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos indicou que o início tardio desses transtornos, entre 50 e 94 anos, é mais comum do que se pensava. Contudo, a falta de estudos aprofundados dificulta o desenvolvimento de tratamentos adequados para essa população. É essencial que haja um maior reconhecimento e apoio para aqueles que enfrentam esses desafios, independentemente da idade.
É fundamental que a sociedade civil se mobilize para apoiar iniciativas que promovam a saúde mental e o bem-estar, especialmente para aqueles que lidam com transtornos alimentares. A união em torno de projetos que ofereçam suporte psicológico e recursos para tratamento pode fazer uma diferença significativa na vida de muitas pessoas que enfrentam essas dificuldades.

A febre amarela voltou a alarmar o Brasil com 110 casos e 44 mortes em 2025, devido à baixa vacinação e circulação do vírus em macacos, levantando o risco de surtos urbanos. Autoridades pedem vacinação urgente.

A atriz Fernanda Rodrigues anunciou o retorno do carcinoma basocelular, um ano após cirurgia. Ela enfatiza a importância da proteção solar e do acompanhamento dermatológico contínuo.

A revitalização da Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 do Riacho Fundo II inicia em 14 de novembro, com serviços transferidos para a UBS 5, assegurando atendimento contínuo a mais de 15 mil usuários.
O Brasil enfrenta um aumento alarmante no consumo de açúcar, com média de oitenta gramas diárias, superando as diretrizes da OMS. Essa realidade gera preocupações sobre saúde pública e doenças crônicas.

A diabetes no Brasil cresceu 23,77% entre 2022 e 2024, resultando em 111 mil mortes em 2024, o que destaca a urgência de diagnósticos e tratamentos precoces, segundo dados do dr.consulta.

A bronquiolite é a principal causa de morte infecciosa em crianças menores de um ano no Brasil. A vacina Abrysvo, em análise pela Anvisa, pode oferecer proteção ao bebê via gestantes.