Um estudo recente revela que o treinamento respiratório em casa pode melhorar a função cardíaca em pacientes com doença de Parkinson, com resultados significativos após cinco semanas. Pesquisadores da UFF destacam a importância dessa prática acessível e não farmacológica para a qualidade de vida dos pacientes.

Um estudo recente revelou que um treinamento respiratório em casa pode melhorar a função autonômica cardíaca em pacientes com doença de Parkinson. Essa condição neurológica progressiva, que afeta principalmente pessoas acima de sessenta anos, apresenta sintomas como tremores, lentidão de movimentos e problemas de memória. A pesquisa, realizada por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), foi publicada no periódico Autonomic Neuroscience: Basic and Clinical.
O treinamento muscular inspiratório (TMI) foi o foco do estudo, que envolveu oito pacientes com Parkinson e oito voluntários saudáveis. Os participantes realizaram exercícios simples em casa, utilizando aparelhos que aumentam a resistência à inspiração. O objetivo era avaliar se essa prática poderia melhorar o controle autonômico do coração, especialmente em situações de estresse postural, como ao levantar-se.
Os pesquisadores mediram a pressão inspiratória máxima e a variabilidade da frequência cardíaca antes e após cinco semanas de treinamento. Os resultados mostraram que, enquanto ambos os grupos apresentaram melhorias na força muscular inspiratória, apenas os pacientes com Parkinson demonstraram uma resposta aprimorada do coração ao estresse ortostático, indicando uma adaptação mais eficiente às mudanças posturais.
A relação entre respiração e batimentos cardíacos é significativa, pois a cada inspiração o coração tende a acelerar, enquanto na expiração ocorre o contrário. O TMI parece influenciar esse equilíbrio, prolongando o tempo de expiração e favorecendo a ação do nervo vago, que é crucial para a regulação da frequência cardíaca.
Os achados do estudo corroboram pesquisas anteriores que indicam que o treinamento inspiratório pode melhorar a modulação vagal cardíaca e a pressão arterial em idosos. O que se destaca neste novo estudo é que apenas cinco semanas de prática já são suficientes para gerar benefícios significativos, tornando essa abordagem uma alternativa viável e acessível para o manejo da doença.
Com a possibilidade de ampliar a amostra e incluir testes mais detalhados, os pesquisadores acreditam que o TMI pode ser uma ferramenta promissora no tratamento do Parkinson. Iniciativas que buscam alternativas não farmacológicas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes devem ser apoiadas pela sociedade civil, pois a união pode fazer a diferença na vida de quem enfrenta essa condição.

Cerca de 180 mil casos de trombose surgem anualmente no Brasil, com maior incidência entre mulheres de 20 a 45 anos, destacando a necessidade de cuidados circulatórios e prevenção. O uso de hormônios, gravidez e menopausa são fatores de risco significativos.

A partir de 23 de outubro, a Anvisa torna obrigatória a retenção de receita médica para medicamentos análogos ao GLP-1, como Ozempic e Wegovy, visando coibir automedicação e proteger a saúde pública. A medida responde ao aumento do uso inadequado desses fármacos, com 45% dos usuários sem prescrição médica. A Anvisa busca evitar riscos à saúde, especialmente entre aqueles que utilizam os medicamentos para emagrecimento sem supervisão profissional.

Em 2022, o Brasil registrou 17 mil novos casos de câncer de útero, evidenciando a urgência de reconhecer sintomas iniciais como sangramentos e dores abdominais para um diagnóstico precoce. A falta de informação pode atrasar o tratamento e reduzir as chances de cura.
O Sistema Único de Saúde (SUS) inicia a oferta da vacina ACWY contra meningite, ampliando a proteção para os sorotipos A, C, W e Y, antes disponíveis apenas na rede privada. A medida visa reduzir a incidência da doença, que já teve uma queda de 75% nos casos notificados entre 2007 e 2020. A vacina é indicada para diversas faixas etárias, incluindo bebês, e reforça a importância da imunização no combate a essa enfermidade grave.
O programa “O câncer não espera. O GDF também não” reduziu o tempo de espera para tratamento oncológico de 74 para 51 dias e para radioterapia de 54 para 30 dias, com investimento de R$ 14 milhões. A iniciativa visa oferecer atendimento ágil e humanizado, beneficiando milhares de pacientes no Distrito Federal.

A Fundação Pró-Sangue anunciou que o estoque de sangue tipo O negativo está zerado, o que pode levar ao cancelamento de cirurgias na próxima semana. Outros tipos sanguíneos também estão em níveis críticos. Doações poderão ser feitas durante o feriado, com três postos abertos na segunda-feira, dia 21. O agendamento deve ser realizado pelo site da fundação.