O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) confirmou a condenação da União a pagar R$ 200 mil por danos morais coletivos devido a declarações homofóbicas do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro. A indenização será destinada ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, visando políticas LGBTI+. O relator do caso, desembargador Wilson Zauhy, destacou que as falas de Ribeiro, que associaram a homossexualidade a "famílias desajustadas", ferem princípios fundamentais da sociedade. A decisão reflete a intolerância à discriminação por parte de agentes públicos.

A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) decidiu manter a condenação da União ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais coletivos. A indenização é resultado de declarações homofóbicas feitas por Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, em setembro de 2020. As falas de Ribeiro, que atribuíram a homossexualidade a "famílias desajustadas", geraram grande repercussão e levaram a ações judiciais.
O desembargador Wilson Zauhy, relator do caso, destacou que as declarações de Ribeiro ultrapassaram o papel de um ministro da Educação, afirmando que não cabe ao Estado discriminar qualquer grupo da população. Ele enfatizou que as falas configuram uma lesão grave aos direitos fundamentais, especialmente no que diz respeito ao tratamento igualitário de todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual.
A indenização será destinada ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, que aplica recursos em políticas voltadas para a população LGBTI+. A ação civil pública foi proposta pela Aliança Nacional LGBTI+ e outras dez entidades, que buscam promover a igualdade e combater a discriminação.
O governo argumentou que as declarações foram feitas em caráter pessoal e não como ministro, mas o relator rejeitou essa defesa. Zauhy afirmou que as falas de Ribeiro estão indissociavelmente ligadas ao cargo que ocupava, pois ele respondia a perguntas sobre sua área de atuação.
A coordenadora jurídica da Aliança, Amanda Souto Baliza, ressaltou a importância da decisão do TRF-3, que demonstra o reconhecimento do Judiciário em relação à intolerância e discriminação. Toni Reis, diretor presidente da entidade, destacou que a condenação é um passo importante para garantir o respeito à diversidade e à dignidade de todos.
Além dessa condenação, Ribeiro enfrenta outro processo criminal relacionado ao mesmo caso. Em 2022, após ser solicitado pela Procuradoria-Geral da República para ser investigado, ele se desculpou, afirmando que suas palavras foram mal interpretadas. Em situações como essa, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a igualdade e o respeito à diversidade.

O Cursinho Popular do Centro Zoia Prestes de Educação Multidisciplinar (CeZPEM) oferece aulas gratuitas para o Enem, com mais de 900 alunos e 450 professores voluntários. A iniciativa, sustentada por financiamento coletivo, visa ampliar o acesso ao ensino superior. As aulas online ao vivo permitem interação em tempo real, proporcionando uma experiência similar ao cursinho presencial, mas sem custos. O projeto, parte do Coletivo Soberana, conta com uma estrutura robusta e diversas equipes dedicadas. As inscrições estão abertas para quem concluiu ou está finalizando o ensino médio.

O Senado aprovou a permanência da Lei de Incentivo ao Esporte, aumentando a renúncia fiscal para pessoas jurídicas de 2% para até 3% em 2028 e até 4% para projetos de inclusão social. A medida, apoiada por 74 senadores, visa fortalecer o esporte nacional e promover inclusão social.

Neste domingo, Santa Catarina realizou o maior simulado de desastres do Brasil, envolvendo 256 cidades e 260 mil participantes em cenários de deslizamentos e enchentes. O exercício visa aprimorar a resposta a emergências e será seguido por um novo simulado em 2026.
Equipes do GDF realizam força-tarefa de limpeza e manutenção em áreas centrais do DF, incluindo parquinhos e quadras, com foco na melhoria da infraestrutura e qualidade de vida da população.

O Brasil lança o Programa de Ação Afirmativa para aumentar a presença de juízes negros na magistratura, com apoio de empresas e investimento de quase R$ 10 milhões. A iniciativa busca promover justiça e equidade racial.

Ana Maria Gonçalves, autora de "Um Defeito de Cor", é a primeira mulher negra a ingressar na Academia Brasileira de Letras em 127 anos e busca aumentar a representatividade. Ela participará de um debate no Itaú Cultural sobre "Estudos Africanos de Gênero".