Tribunal de Justiça de São Paulo determina que o estado forneça canabidiol para criança com autismo, destacando a eficácia do medicamento e o direito à saúde. Decisão reforça a responsabilidade compartilhada entre os entes federativos.

A Primeira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu, por unanimidade, que o estado deve fornecer um medicamento à base de canabidiol para o tratamento de crises epilépticas de uma criança com autismo. O canabidiol, que não possui efeito psicoativo, é uma substância derivada da planta cannabis sativa. Pesquisadores afirmam que o uso do canabidiol não causa dependência.
O relator do recurso, desembargador Aliende Ribeiro, rejeitou a aplicação de uma tese do Superior Tribunal de Justiça que exige a comprovação de imprescindibilidade para a concessão de medicamentos não incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Essa tese também requer a demonstração de incapacidade financeira para arcar com o custo do fármaco e o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
O magistrado destacou que um relatório do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, anexado ao processo, indica que o tratamento de convulsões é a única indicação quase unânime da eficácia do canabidiol. Ribeiro reforçou que a Constituição garante o direito à saúde, e que essa responsabilidade deve ser compartilhada entre os entes federativos.
O desembargador enfatizou que, por se tratar de um direito fundamental, a despesa com o fornecimento do medicamento é obrigatória e não opcional. Ele ressaltou que compete à União, aos estados e aos municípios organizar suas receitas para cumprir essa obrigação.
A decisão foi acompanhada pelos desembargadores Vicente de Abreu Amadei e Luís Francisco Aguilar Cortez, que também concordaram com a necessidade de garantir o acesso ao tratamento para a criança. Essa determinação pode abrir precedentes importantes para outros casos semelhantes, onde o acesso a medicamentos não incorporados ao SUS é debatido.
Essa situação evidencia a importância de iniciativas que busquem garantir o acesso a tratamentos essenciais. A união da sociedade civil pode fazer a diferença, promovendo ações que ajudem a viabilizar o acesso a medicamentos e tratamentos para aqueles que mais precisam.

A Abeso lançou diretriz inovadora com 35 recomendações para o tratamento farmacológico da obesidade, priorizando a perda de 10% do peso e a individualização do tratamento. A nova abordagem visa promover saúde e qualidade de vida.

Projeto de Lei 294/25 cria Programa Nacional de Apoio às Pessoas com Esclerose Múltipla. A proposta reconhece a doença como deficiência e visa garantir acesso a tratamentos e reabilitação. O deputado Pezenti (MDB-SC) destaca a importância de políticas públicas para apoiar pacientes. A análise do projeto ocorrerá nas comissões pertinentes antes da votação final.

Aumento no uso de vapes entre adultos brasileiros gera preocupação. Em 2024, 2,6% da população adulta utiliza esses dispositivos, com alta de 24% em um ano, exigindo fiscalização rigorosa.

Aumento de internações por influenza no DF chega a 42% em 2024, com crianças e idosos entre os mais afetados. Especialistas destacam a importância da vacinação e cuidados respiratórios no período de frio e seca.

Luciene de Souza, 27 anos, acusa médica de lesão corporal após complicações em cirurgia. Após implante de silicone, Luciene perdeu audição e mobilidade. A Polícia Civil investiga a médica Sandra Patricia Naranjo Gonzalez, que nega falhas.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) inicia a distribuição de novos equipamentos para melhorar o atendimento nas unidades de saúde, com investimentos que somam R$ 2,1 milhões. A ação inclui camas infantis, cadeiras de rodas e ar-condicionado, visando maior conforto para servidores e pacientes.