Samir Yazbek lança a "Trilogia Paulista", começando com "Sarah em São Paulo", que aborda a visita de Sarah Bernhardt em 1886 e questões sociais. A estreia está marcada para janeiro de 2025.

A primeira peça da "Trilogia Paulista", intitulada "Sarah em São Paulo", será lançada em janeiro de 2025. O dramaturgo Samir Yazbek explora a visita da renomada atriz francesa Sarah Bernhardt à capital paulista em 1886. A obra aborda temas como desigualdade social e cultural, refletindo sobre a história da cidade desde então até 2025. Yazbek, que já é conhecido por suas peças que tratam da cultura e história de São Paulo, busca agora um olhar mais íntimo sobre sua cidade natal.
Yazbek descreve sua conexão com São Paulo, mencionando suas memórias de juventude, como as caminhadas pela cidade. Ele considera a trilogia uma forma de saldar uma dívida com a cidade, após experiências que o levaram a explorar outras culturas. A primeira peça, que será dirigida por Ulysses Cruz, é inspirada em um episódio em que estudantes da Faculdade de Direito, fascinados por Bernhardt, a transportaram em uma carruagem improvisada, simbolizando a admiração pela arte e a modernização cultural da época.
A pesquisa para a trilogia inclui obras que discutem a escravidão e a luta abolicionista em São Paulo, como "Teatro e Escravidão no Brasil". A segunda peça, "A Grande Obra", abordará a valorização da arte estrangeira nos anos cinquenta, contrastando com as questões sociais e raciais da época. A terceira peça, "Pais e Filhos", será uma reflexão sobre os conflitos ideológicos entre gerações de artistas contemporâneos, destacando a persistência dos problemas sociais e raciais no Brasil atual.
Yazbek enfatiza a importância do teatro como uma arte relacional, que enfrenta desafios em tempos de individualismo e retrocessos políticos. Ele menciona que sua trajetória no teatro é marcada por um desejo de entender a transformação de São Paulo e a deterioração de seu centro. O dramaturgo expressa indignação com a situação atual da cidade, questionando a falta de atenção dos governantes para com os problemas sociais.
Com a trilogia, Yazbek pretende colocar em cena tudo o que aprendeu e acredita sobre a cultura e a realidade de São Paulo. Ele vê este projeto como um marco em sua carreira, buscando uma conexão mais profunda com a cidade e seus habitantes. Além da trilogia, ele planeja colaborações com outros artistas para novos projetos teatrais, reafirmando seu compromisso com a arte e a educação.
Iniciativas culturais como a de Yazbek são essenciais para revitalizar a cena artística e social de São Paulo. A união da sociedade civil pode ser um fator decisivo para apoiar projetos que promovam a cultura e a educação, contribuindo para um futuro mais justo e igualitário. É fundamental que todos se mobilizem em prol de ações que valorizem a arte e a história da cidade.

Teatro Procópio Ferreira pode ser demolido para quitar dívida de Paulo Maluf. A vereadora Luna Zarattini busca preservar o espaço cultural histórico em São Paulo.

Milton Cunha assume a reitoria da Universidade Livre do Carnaval de Maricá em 16 de maio, ao lado de Evelyn Bastos. A instituição oferecerá mais de 60 formações e, futuramente, cursos superiores.

A casa de Beth Carvalho, localizada na Praia de Cordeirinho, será transformada em um museu interativo. O projeto, anunciado em seu aniversário, envolve investimento de R$ 10 milhões e lançamento de livro sobre a artista.

Resultado final do Edital Pnab 2025 foi divulgado, com proponentes classificados e suplentes. Documentação deve ser apresentada entre 9 e 15 de abril. Suplentes poderão ser convocados.

No dia 05 de julho de 2025, Lígia Helena lançará dois livros na Casa da Palavra, em Santo André, abordando a adolescência periférica e a pedagogia do afeto. O evento contará com apresentações de educadores e música ao vivo.

O 3º Festival Curta! Documentários premiou obras de destaque em sua edição de 2025, com mais de R$ 170 mil em prêmios. Os documentários "O Nascimento de H. Teixeira" e "Brizola" foram os grandes vencedores.