Saúde e Ciência

Tumores e doenças respiratórias geram altos custos e internações em hospitais privados no Brasil

Tumores e doenças respiratórias geram 18,1% dos gastos hospitalares no Brasil. O Observatório Anahp 2025 revela que neoplasias e doenças respiratórias são responsáveis por quase um quarto das mortes e 704 mil novos casos de câncer são esperados anualmente até 2025.

Atualizado em
April 23, 2025
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O Observatório Anahp 2025, levantamento anual produzido pela Associação Nacional de Hospitais Privados, mostra informações sobre mortalidade, custos e eficiência hospitalar no país - Fábio Mendes/ Divulgação/ Einstein

Os tumores e doenças respiratórias estão entre as principais causas de internações e despesas hospitalares no Brasil. Segundo o Observatório Anahp 2025, levantamento anual da Associação Nacional de Hospitais Privados, essas condições são responsáveis por 6,6% das internações em hospitais privados e 11,6% dos custos hospitalares. As neoplasias, que incluem diversos tipos de câncer, correspondem a 14,5% dos óbitos registrados nas instituições associadas à Anahp.

O estudo prevê que o Brasil terá 704 mil novos casos de câncer anualmente até 2025, com a maioria das ocorrências concentradas nas regiões Sul e Sudeste. Os tipos de câncer mais comuns incluem pele não melanoma (31,3%), mama feminina (10,5%) e próstata (10,2%). As doenças respiratórias, como pneumonia e insuficiências pulmonares, também têm um impacto significativo, representando 4,4% das internações e 9,4% das mortes, além de 6,5% do orçamento hospitalar.

Os dados do Observatório Anahp indicam que os picos de internações por doenças respiratórias ocorrem entre maio e julho, com aumentos adicionais em março e dezembro. As principais condições diagnosticadas incluem infecções agudas, pneumonia, bronquite, asma e enfisema, afetando especialmente crianças de 0 a 14 anos, que são mais vulneráveis devido ao sistema imunológico em desenvolvimento e à exposição à poluição e ao tabagismo passivo.

Além disso, o estudo revela que os hospitais operam em alta capacidade, com uma taxa média de ocupação de quase 79% e um tempo médio de permanência de 3,99 dias. Em 2024, foram registrados mais de 12,8 milhões de atendimentos em prontos-socorros e 3,3 milhões de cirurgias. A relação entre receita e despesa por paciente melhorou, com um aumento de 7,7% na receita líquida por saída hospitalar entre 2020 e 2024.

Antônio José Rodrigues Pereira, superintendente do Hospital das Clínicas, destacou em coletiva que o setor público não gasta significativamente mais que o privado, desmistificando a ideia comum. Ele exemplificou que reduzir um dia de internação em UTI pode economizar entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, recursos que são financiados pelos contribuintes.

Com a crescente incidência de câncer e doenças respiratórias, é fundamental que a sociedade se mobilize para apoiar iniciativas que visem a prevenção e o tratamento dessas condições. A união em torno de projetos sociais pode fazer a diferença na vida de muitos que enfrentam esses desafios, promovendo saúde e bem-estar para todos.

Folha de São Paulo
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