Registro inédito do uiraçu no Parque Nacional do Iguaçu confirma a presença da espécie, considerada ameaçada de extinção, após quase 60 anos sem avistamentos no Paraná. A filmagem sugere a existência de mais indivíduos na região.

Um registro inédito capturou, pela primeira vez em vídeo, o uiraçu (Morphnus guianensis) no Parque Nacional do Iguaçu, localizado no Paraná. Essa águia, que é a segunda maior do Brasil e uma das aves de rapina mais raras das Américas, foi filmada por uma câmera automática instalada para monitorar a fauna local. O uiraçu é um predador de topo, essencial para o equilíbrio ecológico, controlando populações de pequenos mamíferos, aves e répteis.
A espécie é conhecida por habitar áreas de floresta densa e pouco alterada, tornando sua observação rara. Na Mata Atlântica, o uiraçu é considerado ameaçado de extinção devido à perda de habitat. No Paraná, a ave havia sido considerada localmente extinta por quase sessenta anos, até ser registrada novamente em 2022, apenas em fotografia.
A nova filmagem no Parque Nacional do Iguaçu sugere que a espécie ainda pode habitar a região e que existem mais indivíduos vivendo no parque. O uiraçu, também chamado de “uiraçu-falso” ou “falso-gavião-real”, é frequentemente confundido com a harpia, a maior águia brasileira, embora pertençam a gêneros diferentes. O uiraçu pode medir até oitenta e quatro centímetros de comprimento e pesar cerca de um quilo e oitocentos gramas.
Uma das características que o distingue da harpia é a presença de uma única pena longa no topo da cabeça, enquanto a harpia possui um topete dividido em duas partes. O Parque Nacional do Iguaçu é um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do Brasil e é reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade, além de abrigar diversas espécies raras e ameaçadas, como onças-pintadas e antas.
O registro do uiraçu no parque é um sinal positivo para a conservação da biodiversidade na região. A presença dessa espécie rara pode indicar a eficácia das iniciativas de preservação ambiental e a importância de manter os habitats naturais. O monitoramento contínuo da fauna é essencial para entender melhor a dinâmica ecológica e as necessidades de conservação.
Iniciativas que visam a proteção e recuperação de habitats naturais são fundamentais para garantir a sobrevivência de espécies ameaçadas. A união da sociedade civil pode ser um fator decisivo para apoiar projetos que promovam a conservação da biodiversidade e a proteção de espécies como o uiraçu.

A Polícia Federal apreendeu 600 jabutis em um ônibus no Rio de Janeiro, evidenciando o tráfico ilegal de animais silvestres, um crime que compromete a biodiversidade e gera lucros exorbitantes. Os jabutis, que seriam entregues na Baixada Fluminense, foram encontrados em condições precárias, refletindo a gravidade do tráfico, que afeta milhares de espécies no Brasil e no mundo.

Uma pesquisa do Instituto de Direito Coletivo (IDC) e da Universidade Federal Fluminense (UFF) aponta que 64% do rejeito das cooperativas de catadores no Rio é plástico não reciclável. O deputado Carlos Minc propõe uma lei para banir esses plásticos em cinco anos e remunerar os catadores.

O Projeto GBB, em parceria com o ICMBio e o ITV DS, avança no sequenciamento de genomas de 80 espécies ameaçadas, com 2.249 amostras coletadas e 1.175 sequenciamentos realizados. A iniciativa visa fortalecer a conservação da biodiversidade brasileira até 2028.

Em 2024, o desmatamento na Mata Atlântica caiu 2% segundo o Atlas e 14% pelo SAD, mas ambientalistas consideram os números ainda insuficientes. A Bahia lidera o desmatamento, com aumento de áreas de matas maduras.

A COP30, conferência da ONU sobre o clima, será realizada em Belém, Brasil, de 10 a 21 de novembro de 2025, com foco na Amazônia. A nova plataforma COP30 Events visa organizar e divulgar eventos relacionados à conferência, promovendo maior participação e visibilidade. Com a alta demanda por hospedagem, o governo contratou navios de cruzeiro para acomodar participantes, enfrentando críticas sobre os altos preços de hospedagem e a logística do evento.

O Brasil enfrentou perdas econômicas de US$ 5,355 bilhões por desastres naturais no primeiro semestre de 2025, representando 80% das perdas da América Latina, que totalizaram US$ 6,67 bilhões. A situação foi agravada por mudanças climáticas e infraestrutura precária.