A Unicamp anunciou a isenção da taxa de inscrição do vestibular 2026, com 9.404 dos 10.605 pedidos aprovados, beneficiando principalmente alunos de escolas públicas. A lista de obras obrigatórias inclui "No seu pescoço" de Chimamanda Ngozi Adichie.

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) anunciou, nesta sexta-feira, a lista de candidatos que conseguiram a isenção da taxa de inscrição do vestibular 2026, que é de R$ 221. Os nomes dos contemplados estão disponíveis no site da Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares). Cada estudante receberá um código por e-mail para se inscrever gratuitamente no processo seletivo.
Dos 10.605 pedidos de isenção, 9.404 foram aprovados após análise da documentação. A maioria dos beneficiados, cerca de 78%, é composta por alunos de escolas públicas com renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa. Também foram contemplados bolsistas de colégios particulares, estudantes de cursos noturnos e funcionários da Unicamp e da Funcamp.
Apesar da isenção, os candidatos devem se inscrever no vestibular entre 1º de agosto e 1º de setembro para participar da seleção. Aqueles que tiveram o pedido recusado podem recorrer até 1º de agosto, com o resultado da análise sendo divulgado no dia 6 do mesmo mês.
A Unicamp oferecerá 3.368 vagas em cursos de graduação, com diferentes modalidades de ingresso, como vestibular tradicional, Enem-Unicamp, Provão Paulista e olimpíadas científicas. Os cursos com maior número de vagas incluem administração, engenharia mecânica e medicina.
Uma mudança importante nesta edição é a redução do número de questões no segundo dia da segunda fase, que passa de 20 para 18. Segundo a Comvest, essa alteração visa diminuir o cansaço dos candidatos durante as provas.
A lista de obras obrigatórias para a prova inclui nove títulos, entre eles "No seu pescoço", de Chimamanda Ngozi Adichie, que substitui "Niketche", de Paulina Chiziane. Projetos que promovem a educação e a inclusão social são essenciais para garantir que todos tenham acesso a oportunidades como essa, e a união da sociedade pode fazer a diferença na vida de muitos estudantes.

O 3º Encontro Internacional de Educação Midiática, realizado em Brasília, destacou a urgência de políticas públicas para proteger crianças e idosos da desinformação e crimes virtuais. Autoridades como a senadora Teresa Leitão e a secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Pilar Lacerda, enfatizaram a importância da educação midiática como ferramenta de segurança. O evento também premiou criadores de conteúdo educacional no Prêmio YouTube Educação Digital, reconhecendo iniciativas que promovem a educação acessível e de qualidade.

As inscrições para o concurso Professor do Ano 2025 estão abertas até 26 de setembro, com prêmios valiosos para o vencedor e menções honrosas para outros cinco educadores. O resultado será revelado em 15 de outubro.

Brasil investiu R$ 490 bilhões em educação pública básica em 2022, revertendo queda anterior e representando 4,9% do PIB, com média de R$ 12,5 mil por aluno em 2023.

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) abre inscrições para cursos técnicos e superiores gratuitos, com prazos até junho de 2025. As aulas começam no segundo semestre.

O Senac lançou a plataforma Orango, com cursos gratuitos e certificação, voltada para a geração Z, oferecendo conteúdos interativos em áreas como Marketing e Inteligência Artificial. A iniciativa visa democratizar a educação e atender às demandas do mercado, com cursos curtos e acessíveis, desenvolvidos a partir de pesquisa com jovens.

O acesso ao ensino superior no Brasil é dificultado por taxas de inscrição, mesmo com isenções para a maioria dos candidatos do Enem. Estudantes de baixa renda enfrentam desafios financeiros e burocráticos. A situação revela que, apesar de 63% das inscrições do Enem serem isentas, muitos ainda lutam para arcar com custos de vestibulares como Fuvest e Unicamp. A falta de informação e a burocracia complicam ainda mais o acesso.