Com a aproximação do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, cresce a necessidade de conscientização sobre práticas como stealthing, gaslighting sexual e revenge porn, que são crimes. A falta de informação impede que muitas mulheres reconheçam e denunciem abusos. Um vídeo educativo está sendo produzido para esclarecer essas questões e incentivar denúncias, mesmo de casos passados.

Termos como stealthing, gaslighting sexual e revenge porn têm ganhado destaque nas discussões sobre violência sexual, mas muitas mulheres ainda não conhecem suas definições e consequências legais. Essas práticas podem ser denunciadas mesmo após ocorrências passadas, o que é crucial para a conscientização e empoderamento das vítimas. Com a proximidade do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, a necessidade de informar sobre essas formas de abuso se torna ainda mais urgente.
O advogado criminalista Davi Gebara, especialista em direito da mulher, destaca que a falta de informação favorece os agressores. Muitas mulheres já vivenciaram situações abusivas sem saber que poderiam denunciar. O stealthing, por exemplo, ocorre quando o preservativo é retirado durante a relação sexual sem o consentimento da parceira, configurando violação sexual mediante fraude no Brasil. Gebara enfatiza que o consentimento deve ser contínuo e qualquer alteração sem aviso é crime.
Outro abuso menos visível é o gaslighting sexual, que envolve manipulação emocional, fazendo com que a vítima duvide de sua própria percepção. Essa prática é considerada violência psicológica pela legislação brasileira desde 2021. A atriz Evan Rachel Wood relatou ter vivido uma relação abusiva marcada por manipulação, onde foi levada a acreditar que os abusos eram de sua responsabilidade.
O revenge porn, ou pornografia de vingança, refere-se à divulgação de imagens íntimas sem consentimento. Essa conduta é crime no Brasil desde 2018, com pena de até cinco anos de prisão. A atriz Mischa Barton enfrentou essa situação quando um ex-namorado tentou vender vídeos gravados sem sua autorização. Ela conseguiu uma liminar judicial para impedir a divulgação e falou sobre o medo e a sensação de exposição que enfrentou.
Recentemente, o termo sexsomnia tem sido utilizado como defesa em casos de estupro, especialmente em países como Austrália e Reino Unido. Embora reconhecida como um distúrbio do sono, essa condição não deve deslegitimar a vítima. Gebara alerta que, mesmo com a comprovação clínica, a denúncia é válida e deve ser acompanhada por perícia. O desconhecimento sobre essas práticas faz com que muitas vítimas só percebam o que sofreram muito tempo depois.
Para ampliar o acesso à informação, está sendo produzido um vídeo educativo com linguagem acessível e exemplos reais, que será distribuído nas redes sociais. Essa iniciativa visa tornar essas temáticas mais compreensíveis, incentivando mulheres a reconhecerem e denunciarem situações abusivas. Em momentos como este, a união da sociedade pode ser fundamental para apoiar as vítimas e promover a conscientização sobre essas questões.

Cleyton Bitencourt, pai solo e homem trans, compartilha sua jornada de gestação e os desafios de ser reconhecido como pai, buscando ser uma referência para outros homens trans. Ele destaca a importância do apoio recebido e a luta contra preconceitos.

A Aparelhagem Crocodilo agitou o Vale do Anhangabaú na Virada Cultural de São Paulo, com um DJ set ao lado de Miss Tacacá, destacando a cultura nortista e ritmos como tecnomelody e brega. O evento promoveu visibilidade a artistas regionais e gerou reflexões sobre a importância da arte na sociedade.

Letícia dos Santos, Mestra em Ciência da Computação, desenvolveu o robô autônomo TIAGo-135, com 93% de sucesso em testes, e agora investiga sistemas de múltiplos robôs no doutorado na UFRGS. A pesquisa visa facilitar a vida de pessoas com mobilidade reduzida em ambientes domésticos e industriais.

A Feira de Brechós Remoda acontece neste sábado (12/7) na Praça da Estação do Metrô de Ceilândia Centro, com mais de 60 expositores e atividades culturais gratuitas. O evento promove moda circular e sustentabilidade, incluindo desfiles, oficinas e um pocket show.

O Museu da Justiça, no Centro do Rio de Janeiro, inicia em julho a revitalização com salas interativas da SuperUber, destacando códigos antigos e casos marcantes da Justiça brasileira. A nova exposição traz histórias de Luiz Gama e Inês Etienne Romeu, promovendo uma reflexão sobre a evolução da Justiça no Brasil.

A libertação de MC Poze do Rodo marca um novo capítulo de resistência da juventude periférica, que desafia estereótipos e busca reconhecimento em um Brasil que se recusa a ser invisível. A trajetória do artista simboliza um movimento coletivo de empoderamento e construção de identidade, evidenciando a desigualdade e a violência enfrentadas nas favelas. A cobertura midiática, focada em humilhações, ignora a complexidade da realidade, enquanto a juventude se afirma como protagonista de sua própria história.