Meio Ambiente

Vivo avança na descarbonização e busca neutralidade de carbono até 2035 com foco em fornecedores poluentes

A Vivo se compromete a alcançar a neutralidade de carbono até 2035, reduzindo 90% de suas emissões diretas desde 2015, mas enfrenta desafios com as emissões indiretas, que representam 93% do total. A empresa engajou fornecedores intensivos em carbono, aumentando o comprometimento em ações climáticas de 30% para 87%.

Atualizado em
August 8, 2025
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Vivo quer fornecedores engajados em meta de descarbonização Foto: Rodolfo Buhrer/Vivo

O Brasil enfrenta um desafio significativo na descarbonização de sua economia, com muitas empresas estabelecendo metas de neutralidade de carbono até 2050. A Vivo, no entanto, se destaca ao definir um prazo mais curto, visando a neutralidade até 2035. Desde 2015, a empresa conseguiu reduzir suas emissões diretas em noventa por cento, mas ainda enfrenta dificuldades com as emissões indiretas, que representam noventa e três por cento do total.

Atualmente, a Vivo conta com cerca de mil e duzentos fornecedores, dos quais cento e vinte e cinco são considerados intensivos em carbono. Esses fornecedores estão no foco estratégico da Vivo para garantir que a descarbonização não encontre obstáculos. A empresa implementou uma estratégia para engajar esses fornecedores, aumentando o comprometimento em ações climáticas de trinta por cento para oitenta e sete por cento.

A diretora de Sustentabilidade da Vivo, Joanes Ribas, explica que a maioria dos fornecedores intensivos em carbono atua no ramo de instalação. Para reduzir as emissões, a Vivo oferece consultoria para a elaboração de inventários de emissão de carbono e definição de metas alinhadas com orientações científicas. Após um piloto em 2021, as empresas participantes perceberam que a redução do impacto ambiental também trazia eficiência financeira e reputacional.

Os contratos com fornecedores agora incluem cláusulas que exigem o controle de emissões e o cumprimento de metas de redução. Ribas destaca que esse compromisso deve ser público, pois a sociedade cobrará ações contínuas em prol do clima. A Vivo também se tornou integrante do Índice Dow Jones de Sustentabilidade, adotando iniciativas que alinham finanças e sustentabilidade.

Embora a empresa tenha emitido R$ 3,5 bilhões em títulos verdes em 2022, Ribas afirma que a inserção no mercado de carbono não será uma prioridade para compensar as emissões. Atualmente, as emissões diretas não evitadas estão sendo compensadas por meio de projetos de proteção da Floresta Amazônica. O objetivo é que, até 2035, as reduções totais atinjam pelo menos noventa por cento, com apenas dez por cento sendo compensados.

Essa abordagem da Vivo pode inspirar outras empresas a adotarem práticas sustentáveis. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que busquem a redução de emissões e a proteção ambiental. Projetos que promovam a sustentabilidade e a responsabilidade social devem ser incentivados, pois podem gerar um impacto positivo significativo na luta contra as mudanças climáticas.

Estadão
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