A Votorantim anunciou a criação de centros de biodiversidade para pesquisa de espécies nativas, visando a compensação de carbono e a mitigação das mudanças climáticas, durante o seminário "COP30". A iniciativa destaca a importância da conservação florestal para o PIB brasileiro e a necessidade de inovação em práticas de manejo.

A Votorantim anunciou a criação de dois centros de biodiversidade durante o seminário "COP30 Transição Energética e Mercado de Carbono", realizado em parceria com os jornais Valor Econômico, O GLOBO e a rádio CBN. O diretor da Reservas Votorantim, David Canassa, destacou que esses centros têm como objetivo estudar o desenvolvimento de espécies nativas, essenciais para a compensação de carbono e a mitigação das mudanças climáticas.
Canassa enfatizou a importância da pesquisa e do desenvolvimento, afirmando que as taxas de crescimento das árvores nativas no Brasil não mudaram significativamente nos últimos 20 anos devido à falta de investimento nessa área. Os centros de biodiversidade estão localizados na Mata Atlântica e no Cerrado, onde a empresa busca aprimorar o manejo e a escolha das melhores matrizes para o plantio.
Durante o evento, Canassa também ressaltou que a conservação de florestas é crucial para o crescimento do PIB brasileiro. Ele afirmou que o plantio de árvores deve ser tratado com a mesma precisão que a agricultura, destacando a necessidade de um manejo adequado para garantir a eficácia das iniciativas de reflorestamento.
O seminário contou com a participação de outros especialistas, como Rafael Bittar, vice-presidente técnico da Vale, que mencionou os investimentos da empresa em biocombustíveis e tecnologias sustentáveis, como escavadeiras elétricas e caminhões híbridos. Bittar afirmou que cerca de 25% do fundo de pesquisa da Vale é destinado a iniciativas de descarbonização.
A Vibra, representada por Aspen Andersen, também apresentou suas inovações, incluindo a venda de querosene de aviação sustentável (SAF), que já está disponível no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Andersen destacou que o SAF pode reduzir as emissões em até 80%, dependendo da rota, e que a empresa está se preparando para atender à crescente demanda por combustíveis sustentáveis.
Gustavo Pinto, analista sênior do Centro de Políticas Públicas da PUC-Rio, abordou as incertezas trazidas pelo aquecimento global e como isso impacta as ações das empresas. Ele observou que muitas estão priorizando medidas de mitigação em vez de adaptação, buscando se proteger contra os efeitos das mudanças climáticas. Projetos como os da Votorantim e da Vale devem ser apoiados pela sociedade civil, pois representam uma oportunidade de contribuir para um futuro mais sustentável.
O preço do café arábica disparou 70% em 2024, refletindo os impactos das mudanças climáticas nas lavouras brasileiras. Produtores enfrentam perdas e buscam novas técnicas para adaptação.

A terceira Conferência da ONU sobre os Oceanos (UNOC3) em Nice resultou em 19 novas ratificações do Tratado do Alto-Mar, totalizando 50 países, mas não avançou em mineração em águas profundas. Apesar do progresso na proteção dos oceanos, a falta de ações concretas em temas críticos gerou frustração entre ambientalistas. A expectativa é que a COP30, em novembro, aborde essas questões.

Setenta por cento dos brasileiros apoiam o fortalecimento das leis ambientais, enquanto o presidente Lula tem 15 dias para decidir sobre o polêmico Projeto de Lei 2.159/2021, que flexibiliza o licenciamento ambiental.

A cantora Daniela Mercury se manifestou contra os leilões de áreas verdes em Salvador, pedindo ao prefeito Bruno Reis reflexão sobre a preservação ambiental. Anitta já havia protestado anteriormente.

O BNDES e o Ministério do Meio Ambiente anunciaram R$ 210 milhões para revitalizar o Fundo Amazônia, priorizando parcerias com municípios na luta contra o desmatamento. A iniciativa visa reduzir pela metade a destruição florestal em estados críticos, beneficiando mais de 14 mil famílias com projetos sustentáveis.

O Ministério da Justiça solicitou R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para combater queimadas no Cerrado e Pantanal, ampliando o uso do fundo além da Amazônia. O Projeto Manejo Integrado do Fogo visa reforçar a estrutura dos Corpos de Bombeiros.