Adriana Kairos, escritora da Maré e deficiente visual, lança seu primeiro romance, "Maré", em maio, após residência literária com o Bando Editorial Favelofágico, destacando a literatura nas periferias.

Adriana Kairos, escritora e educadora da Maré, lançará seu primeiro romance, intitulado "Maré", em maio. A obra é resultado de uma residência literária com o Bando Editorial Favelofágico, que visa promover a literatura nas comunidades da Zona Norte do Rio de Janeiro. Adriana, que é deficiente visual, utiliza tecnologia para criar narrativas que misturam realismo mágico, oralidade e memória, e já publicou cinco livros de contos e dois infantis.
O lançamento de "Maré" ocorrerá após seis meses de imersão na escrita, durante os quais Adriana foi uma das seis autoras selecionadas para a quinta edição do projeto, que celebra uma década de atuação. O Bando Editorial Favelofágico, criado em 2015 por jovens editores de Manguinhos, já ajudou 34 autores, a maioria mulheres, a desenvolver suas carreiras literárias, oferecendo remuneração mensal e acompanhamento editorial.
Felipe Eugênio, editor do projeto, destaca a preocupação estética nas obras produzidas, que buscam corrigir desigualdades e abordar temas sociais relevantes. Ele afirma que "ousar na forma literária é o grande desafio de quem pretende enfrentar os podres poderes do nosso tempo". A logomarca do selo, uma releitura do quadro "Abaporu" de Tarsila do Amaral, simboliza a transformação da violência cotidiana em arte crítica.
Os lançamentos dos livros da atual turma da residência ocorrerão em três eventos na Zona Norte: no dia 17, no Bar do Papa, em Cascadura; no dia 22, no Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré, em Bonsucesso; e no dia 27, na Casa Viva, em Manguinhos. Os livros estarão disponíveis por R$ 45, com a possibilidade de distribuição gratuita de exemplares por meio de uma cota social.
Além de "Maré", outros títulos também serão lançados, como "Porque as lágrimas não vertem", de Daniel de Abreu Brasil, e "A febre de Momo", de Diogo Lyra. Adriana compartilha que o processo de escrita foi desafiador, mas enriquecedor, especialmente pela proximidade com a editora. A capa do livro, que reflete o universo sensível da autora, foi desenvolvida em colaboração com o ilustrador Allan Matias, que se inspirou em elementos da trama.
Isabel Marz, autora de "Mímesis", descreve o Bando Editorial Favelofágico como uma virada em sua trajetória, destacando a importância do espaço de afeto e construção coletiva que o projeto oferece. Iniciativas como essa merecem ser apoiadas pela sociedade civil, pois podem transformar realidades e promover a literatura nas periferias, enriquecendo a cultura local e ampliando vozes que precisam ser ouvidas.

A empresa X anunciou o lançamento de sua nova linha de produtos sustentáveis para o próximo mês, em parceria com ONGs, visando aumentar a conscientização ambiental e reduzir o impacto ecológico.

O Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Agricultura Digital (CCD-AD/SemeAR) lançou o boletim Conexão Semear Digital, promovendo diálogo sobre tecnologias digitais no campo. A publicação mensal busca informar agricultores e outros públicos sobre inovações voltadas a pequenas e médias propriedades rurais, destacando a importância da comunicação na pesquisa científica.

A taxa de pobreza no Brasil caiu de 21,7% em 2023 para 20,9% em 2024, mas o avanço é lento e a geração de empregos deve ser limitada em 2025, segundo o Banco Mundial. Apesar da redução, 45,8 milhões de brasileiros ainda vivem com menos de US$ 6,85 por dia. O governo enfrenta desafios orçamentários que podem dificultar a continuidade de programas sociais eficazes.

A Festa da Lili em Brasília gerou um intenso debate sobre a pressão estética na comunidade gay, evidenciando inseguranças corporais e o uso de anabolizantes. Especialistas alertam para os riscos psicológicos e físicos associados.

O cânhamo se destaca como uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro, com potencial de gerar R$ 26 bilhões anuais e 300 mil empregos, dependendo da regulamentação. O evento em São Paulo evidenciou o crescente interesse do setor agrícola na planta, que pode romper estigmas associados à cannabis.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) promove encontros virtuais com prefeitos para detalhar o Programa Cidades Intermediadoras, visando o desenvolvimento regional e a desconcentração populacional. A iniciativa busca fortalecer a atuação municipal e alinhar ações entre o Governo Federal e as cidades selecionadas.