As águas do Rio São Francisco chegaram ao Rio Grande do Norte, simbolizando um avanço na segurança hídrica para milhares de famílias. O ministro Waldez Góes e a governadora Fátima Bezerra celebraram a ativação da Barragem de Oiticica, após anos de espera.

O Rio Grande do Norte vive um momento histórico com a chegada das águas do Rio São Francisco, que ocorreu na terça-feira, 19 de agosto. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e a governadora Fátima Bezerra acionaram a válvula dispersora na Barragem de Oiticica, permitindo a distribuição de água para dezenas de municípios. Essa ação representa um avanço significativo na segurança hídrica para milhares de famílias que enfrentaram a seca por décadas.
Durante a cerimônia, o ministro destacou o compromisso do presidente Lula com a população nordestina, afirmando que a transposição das águas é uma realidade que traz esperança. "Hoje é dia de agradecer ao presidente Lula e ao povo nordestino", disse Góes, enfatizando a importância da água para a vida e o desenvolvimento da região.
A governadora Fátima Bezerra também celebrou a conquista, ressaltando que a chegada das águas do Velho Chico representa uma promessa de dignidade e oportunidades para o sertão. "Foi preciso muita luta e resistência do povo do Nordeste para chegarmos até aqui", afirmou, reconhecendo o sofrimento causado pela seca ao longo dos anos.
Desde maio, o ministro Waldez Góes tem percorrido o sertão nordestino com a iniciativa Caminho das Águas, reafirmando o compromisso do Governo Federal com a universalização do acesso à água. Essa ação visa promover dignidade e impulsionar atividades econômicas essenciais para o desenvolvimento sustentável da região.
O cenário de segurança hídrica no Nordeste foi possibilitado pela autorização do Governo Lula para recuperar as bombas do Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco, que estavam paralisadas. Foram investidos cerca de R$ 500 milhões para revitalizar a capacidade de bombeamento, beneficiando aproximadamente 8,1 milhões de pessoas em 237 municípios de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
A continuidade das obras, incluindo os ramais que levam água para açudes e sistemas de abastecimento, foi viabilizada por contratos entre a União e os estados. Essa mobilização é crucial para garantir o direito à água e promover o desenvolvimento regional. Em momentos como este, a união da sociedade pode fazer a diferença, apoiando iniciativas que visem melhorar a qualidade de vida e a segurança hídrica das comunidades afetadas.

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