Impacto Social

Alter do Chão se prepara para receber turistas com novas comunidades ribeirinhas e experiências culturais únicas

Com a COP30 se aproximando, Alter do Chão, no Pará, se destaca ao capacitar ribeirinhos para o turismo, com três novas comunidades prontas para receber visitantes e oferecer experiências culturais autênticas. A parceria entre a prefeitura e os ribeirinhos visa fortalecer o turismo de base comunitária, promovendo a culinária local e atividades imersivas na cultura ribeirinha.

Atualizado em
July 17, 2025
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Ribeirinho conduz passeio de canoa pela Floresta Encantada na região Caranazal em Alter do Chão (PA) - Murilo Bomfim/Acervo Pessoal

Com a proximidade da COP30, a conferência de clima da Organização das Nações Unidas, que ocorrerá em novembro em Belém, o Pará se destaca como um importante destino turístico. Alter do Chão, conhecido por suas praias fluviais, está se preparando para receber um número crescente de visitantes, especialmente durante a alta temporada, que vai de agosto a janeiro. Para isso, três novas comunidades ribeirinhas — Maripá, Tucumã e Vila Gorete — estão se estruturando para oferecer experiências autênticas aos turistas.

Essas comunidades, localizadas às margens dos rios Tapajós e Arapiuns, estão se profissionalizando para proporcionar atividades que incluem culinária local, passeios por trilhas, banhos de rio e oficinas de artesanato. O desenvolvimento do turismo nessas áreas é resultado de uma parceria entre a prefeitura de Santarém, agências de turismo e os próprios ribeirinhos, que buscam se estabelecer como pontos turísticos.

O secretário de Turismo, Emanuel Leite da Silva, destacou que, neste ano, quatorze comunidades receberam visitas técnicas para mapeamento de atrações e orientações. Algumas delas participaram de cursos voltados para o turismo de base comunitária e aperfeiçoamento na culinária regional. A fundadora da agência Anna Terra Expedições, Anna Terra, enfatizou a importância de abrir as comunidades para o turismo, já que muitas ainda não estão preparadas para a demanda crescente.

Os agentes de turismo têm acompanhado as visitas técnicas, avaliando as condições e criando novos produtos turísticos. Investimentos como a disponibilização de pontos de internet têm facilitado a comunicação com os ribeirinhos. A operação da Starlink na Amazônia, iniciada em 2022, tem proporcionado acesso à internet em várias localidades, o que é um avanço significativo para o turismo na região.

O turismo de base comunitária é visto como uma oportunidade de resgatar e aprimorar tradições locais, oferecendo experiências únicas aos visitantes. Embora a alta temporada concentre a maioria das visitas entre agosto e janeiro, especialistas apontam que o inverno amazônico, de fevereiro a julho, também apresenta oportunidades, como passeios exclusivos e preços mais acessíveis.

Com a crescente movimentação turística, é essencial que a sociedade civil se una para apoiar iniciativas que promovam o desenvolvimento sustentável e a valorização da cultura local. Projetos que incentivem o turismo comunitário podem fazer a diferença na vida dos ribeirinhos, garantindo que suas tradições e modos de vida sejam preservados e valorizados.

Folha de São Paulo
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