Meio Ambiente

Amazônia apresenta propostas inovadoras para a COP30 em busca de soluções sustentáveis e justiça climática

Pesquisadores da Amazônia entregaram uma carta estratégica à presidência da COP30, propondo soluções locais e destacando a urgência de investimentos em ciência e tecnologia. O documento, elaborado por mais de setenta instituições, visa alinhar conhecimento amazônico com os objetivos da conferência.

Atualizado em
August 20, 2025
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Carta com soluções para problemas ambientais na Amazônia foi entregue nesta quarta-feira (20) ao presidente da COP30 e primeira-dama da república Janja da Silva. — Foto: Lucas Macedo/g1 AM

Pesquisadores da Amazônia apresentaram, no dia 20 de agosto, uma carta estratégica à presidência da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) e à primeira-dama Janja. O documento foi elaborado por mais de setenta instituições acadêmicas e centros de pesquisa, e foi entregue durante um encontro na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Manaus. A proposta destaca soluções adaptadas à realidade local e enfatiza a necessidade de investimentos em ciência e tecnologia.

O evento, denominado "Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia com a Presidência da COP30", contou com a participação de mais de duzentos representantes. O chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, afirmou que, pela primeira vez, a Amazônia está se posicionando como protagonista no debate global sobre mudanças climáticas, sugerindo ações que a humanidade deve adotar.

A carta ressalta que a Amazônia Legal possui quatrocentas e cinco instituições de ensino e mais de seiscentos e cinquenta cursos de pós-graduação, formando cerca de cem mil profissionais anualmente. No entanto, muitos enfrentam dificuldades para atuar em áreas sustentáveis. Os autores defendem a urgência em alinhar educação, inovação e políticas públicas.

As soluções propostas na carta estão organizadas em seis eixos temáticos da COP30, incluindo transição energética, gestão de florestas, transformação da agricultura, resiliência urbana, desenvolvimento humano e objetivos transversais como financiamento climático e bioeconomia. No eixo de transição energética, destacam-se projetos de energia solar e biomassa, além de iniciativas para comunidades isoladas.

Na gestão ambiental, são sugeridos programas de restauração florestal e tecnologias para manejo sustentável, com a participação de comunidades indígenas. As propostas para a agricultura incluem sistemas agroflorestais e valorização de produtos da sociobiodiversidade. No âmbito urbano, as soluções focam em infraestrutura verde e mobilidade sustentável.

A carta também menciona desafios como a falta de orçamento e logística precária, propondo soluções como investimento em ciência e tecnologia e valorização dos saberes locais. A Amazônia é reafirmada como protagonista na luta contra as mudanças climáticas, e a implementação de políticas climáticas deve ser liderada por suas populações. A união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a sustentabilidade e a justiça climática na região.

G1 - Meio Ambiente
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