A Ambipar inicia testes com o biocombustível Be8 BeVant em Santa Catarina, visando reduzir até 99% as emissões de gases de efeito estufa em suas operações logísticas. A parceria com a Be8 reforça a busca por soluções sustentáveis.

A Ambipar, empresa brasileira especializada em soluções ambientais e gestão de resíduos, iniciou testes operacionais com o biocombustível Be8 BeVant. A ação faz parte da estratégia da empresa para acelerar a descarbonização de suas atividades no Brasil. Os testes estão sendo realizados em uma embarcação na base portuária de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, com a expectativa de expandir o uso do biocombustível para caminhões e equipamentos pesados.
O Be8 BeVant é um biocombustível 100% renovável, produzido a partir de fontes orgânicas e com baixo impacto ambiental. Seu diferencial é a alta pureza e o baixo teor de enxofre, permitindo um desempenho superior na combustão, sem necessidade de adaptações nos motores ciclo diesel. Segundo Rafael Tello, presidente Global de Sustentabilidade da Ambipar, o biocombustível pode reduzir até 99% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em comparação ao diesel convencional.
Os testes terão duração de noventa dias e serão monitorados de perto, focando na análise do consumo de combustível, autonomia da embarcação e emissões de poluentes, utilizando a metodologia do GHG Protocol. Além das operações marítimas, a Ambipar planeja realizar testes com dez caminhões de grande porte e equipamentos pesados, como escavadeiras e minicarregadeiras, para avaliar a viabilidade técnica e financeira do biocombustível em diferentes cenários logísticos.
A escolha da base portuária de São Francisco do Sul é estratégica, uma vez que o setor marítimo brasileiro é responsável por uma parte significativa das emissões de GEE. Em 2023, o transporte marítimo no Brasil emitiu cerca de 2,76 milhões de toneladas de CO₂, consumindo mais de 309 milhões de litros de diesel. A Ambipar busca, com esses testes, avaliar o desempenho do Be8 BeVant em condições reais de operação.
A Be8, desenvolvedora do biocombustível, também visa não apenas reduzir as emissões de GEE, mas também impulsionar a agricultura sustentável e promover a economia verde. Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8, destacou a importância da parceria com a Ambipar, reforçando o potencial de uso flexível do Be8 BeVant em diferentes modais de transporte.
Além dos testes em andamento, a Ambipar reafirma seu compromisso com a descarbonização por meio da incorporação de inovações tecnológicas e práticas sustentáveis. A união de esforços em projetos como esse pode ser fundamental para estimular a transição energética e a sustentabilidade no Brasil, mostrando que iniciativas coletivas podem fazer a diferença na luta contra as mudanças climáticas.

Durante a FLIP, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou a importância das florestas na COP 30, ressaltando sua biodiversidade e criticando a visão homogênea dos biomas. Ela enfatizou que a floresta Amazônica é vital, produzindo vinte bilhões de toneladas de água diariamente, e que as leis da natureza não se alteram por interesses humanos.

Investimentos em saneamento básico e gestão hídrica são anunciados no Amapá. O ministro Waldez Góes destaca a urgência da melhoria na infraestrutura e qualidade da água na região. O evento, promovido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), apresentou estudos e ações para enfrentar os desafios do saneamento no Amapá. O ministro enfatizou que a política sanitária é um dos maiores problemas ambientais da Amazônia. Um estudo sobre os benefícios econômicos da universalização do saneamento será realizado, com investimento de R$ 105 mil. Além disso, um curso sobre o Marco Legal do Saneamento começará em maio de 2025, visando capacitar gestores. A coleta simbólica de água no Rio Amazonas também marcou a importância da bacia hídrica para a população local.

Moradores de Apipucos, no Recife, convivem com jacarés-de-papo-amarelo em harmonia, enquanto pesquisadores mapeiam uma população estável no rio Capibaribe, destacando a importância da conservação ambiental.

O Brasil deve receber mais de 7 milhões de visitantes em 2025, um feito histórico impulsionado por iniciativas de turismo sustentável, conforme anunciado pela Embratur. O presidente Marcelo Freixo destacou projetos como Onçafari e Biofábrica de Corais, que promovem a conservação ambiental e a biodiversidade.

Estudo da Esalq-USP propõe a "distância mínima de corte" como critério para a exploração madeireira na Amazônia, visando preservar a diversidade genética das florestas. A pesquisa sugere que abordagens específicas para cada espécie são mais eficazes que as regras generalistas atuais, promovendo a polinização cruzada e a resiliência ambiental.

Cientistas alertam que os oceanos, responsáveis por absorver 90% do calor gerado pelas emissões de gases de efeito estufa, podem estar próximos de seu limite de absorção, intensificando eventos climáticos extremos globalmente.