Brigadistas voluntários no Distrito Federal enfrentam incêndios florestais crescentes, com 18.794 ocorrências em 2023, destacando a urgência da preservação ambiental e a saúde mental dos envolvidos. Esses heróis anônimos, como Lucas Queiroz e Raquel Noronha, dedicam-se incansavelmente ao combate ao fogo, enfrentando condições extremas e sem remuneração, enquanto a educação ambiental se torna essencial na prevenção de queimadas.

O Distrito Federal enfrenta um aumento alarmante nos incêndios florestais, com dezoito mil setecentas e noventa e quatro ocorrências registradas em 2023. Esse crescimento de cento e cinquenta e quatro vírgula seis por cento em relação ao ano anterior destaca a urgência da situação, que afeta tanto o meio ambiente quanto a saúde pública. Brigadistas voluntários, como Lucas Queiroz e Raquel Noronha, estão na linha de frente desse combate, dedicando-se a proteger o Cerrado em condições extremas.
Os brigadistas, que atuam sem remuneração e muitas vezes sem proteção adequada, são essenciais para a preservação das matas e da fauna local. Lucas Queiroz, voluntário da brigada Cafuringa, relata que a saúde mental é um dos maiores desafios enfrentados por esses profissionais. Ele compartilha experiências difíceis, como ficar quatro dias sem alimentação adequada durante uma ação na Chapada Diamantina, evidenciando a intensidade do trabalho realizado.
Raquel Noronha, integrante do Coletivo Boca da Mata, também destaca o amor pela causa como motivação para enfrentar o calor intenso e a fumaça tóxica. O coletivo, formado por doze brigadistas, surgiu em 2019 com o objetivo de proteger o Parque Boca da Mata. Raquel relembra um incêndio marcante que exigiu quase um mês de trabalho para o rescaldo, demonstrando a dedicação e o esforço contínuo desses voluntários.
Os incêndios florestais no Distrito Federal não são apenas um problema ambiental, mas também social. O professor Gustavo Baptista, do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília, aponta que as queimadas impactam a rotina das pessoas, causando problemas de saúde e até a suspensão de aulas. A fumaça densa afeta a qualidade do ar, resultando em crises respiratórias e sobrecarregando o sistema de saúde.
A ambientalista Isabel Schmidt enfatiza que as queimadas têm origem humana, e não natural, e que a combinação de baixa umidade e vegetação seca torna a situação ainda mais crítica. O fogo se espalha rapidamente, prejudicando não apenas a flora, mas também a fauna local, com a morte de muitos animais, especialmente filhotes e espécies vulneráveis.
O Governo do Distrito Federal, por meio do Plano de Prevenção de Combate a Incêndios Florestais, realiza ações integradas para mitigar os incêndios. Essas ações incluem campanhas educativas e capacitação de brigadistas. A união da sociedade civil é fundamental para apoiar iniciativas que visam a preservação ambiental e a saúde pública. Projetos que incentivem a proteção do Cerrado e o fortalecimento dos brigadistas podem fazer a diferença na luta contra os incêndios.

A COP-30, que ocorrerá em Belém, destaca a aquicultura como alternativa sustentável para a Amazônia, visando recuperar áreas degradadas e reduzir emissões de carbono. Pesquisadores de diversas instituições, incluindo a Cornell University, enfatizam a necessidade de políticas públicas para regulamentar a prática e proteger a biodiversidade local.

Filhotes de baleias-jubarte foram avistados em Arraial do Cabo, com registros feitos por drones. A FUNTEC monitora a migração, que atrai turismo náutico e reforça a importância da conservação.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, critica a aprovação de projeto no Senado que flexibiliza o licenciamento ambiental, alertando para riscos aos compromissos climáticos do Brasil e acordos internacionais. A proposta inclui renovação automática de licenças para atividades de baixo e médio impacto, levantando preocupações sobre possíveis danos ambientais.

Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA, destacou a importância do Brasil como líder na COP30 e criticou a influência da indústria fóssil nas negociações climáticas, expressando otimismo sobre a transição para energias limpas.

Uma mancha escura de coloração verde-escura atingiu a orla da Barra da Tijuca, originando-se no Canal da Joatinga e preocupando os praticantes de esportes aquáticos na Praia do Pepê. A situação está sendo monitorada.

Em 2024, o Brasil registrou queimadas em 30 milhões de hectares, com a Amazônia sendo a mais afetada, totalizando 15,6 milhões de hectares queimados, um aumento alarmante de 117% em relação à média histórica. O Relatório Anual do Fogo (RAF) do MapBiomas revela que a degradação florestal, impulsionada por ações humanas e secas severas, pode levar à savanização da região.