A nova exposição no Museu Inhotim celebra uma década do pavilhão de Claudia Andujar, apresentando obras de 21 artistas indígenas, como Paulo Desana, que unem arte e ativismo. A mostra, que começou em 26 de abril, destaca a luta dos povos originários e a importância de Andujar na causa yanomami. As obras, que vão além da estética, são ferramentas de protesto e refletem a vida indígena, ampliando o diálogo entre gerações e estilos artísticos.

O Museu Inhotim, localizado próximo a Belo Horizonte, inaugurou uma nova exposição em 26 de abril de 2025, celebrando os dez anos do pavilhão da fotógrafa Claudia Andujar. A mostra apresenta obras de 21 artistas indígenas, incluindo Paulo Desana, e destaca a interseção entre arte e ativismo indígena. As obras expostas buscam criar um diálogo entre gerações e estéticas distintas, refletindo a luta dos povos originários.
Durante a abertura da exposição, um grupo de indígenas de diferentes etnias se reuniu na floresta de Inhotim, onde pintaram seus corpos com tinta que brilha no escuro. As fotografias resultantes, capturadas por Paulo Desana, são descritas como retratos vivos e ameaçadores. O trabalho de Desana, que pertence ao povo Desana, é um dos destaques da mostra, que também inclui obras de artistas menos conhecidos, como o peruano David Díaz Gonzales.
Claudia Andujar, aos noventa e quatro anos, é reconhecida por sua dedicação à causa yanomami. Ela foi fundamental na demarcação das terras yanomami em 1992 e é considerada uma figura materna por membros da etnia, como Davi Kopenawa, xamã e líder político. A exposição não apenas exibe suas obras, mas também as de artistas contemporâneos, ampliando a compreensão do seu trabalho e do contexto em que se insere.
As obras dos artistas convidados são descritas como ferramentas de luta, com forte teor político e de denúncia. Júlia Rebouças, diretora artística de Inhotim, enfatiza que a arte indígena não pode ser dissociada do ativismo. Edgar Xakriabá, por exemplo, documenta a luta indígena em protestos, enquanto suas fotografias em preto e branco transmitem uma carga dramática que dialoga com as obras de Andujar.
A curadoria da exposição busca evidenciar a qualidade do trabalho de Andujar, ao mesmo tempo em que apresenta artistas com menos experiência, criando um contraste que enriquece a narrativa visual. A disposição das obras permite uma leitura mais complexa e contextualizada, destacando a relevância da arte indígena contemporânea no cenário cultural brasileiro.
Com a presença de artistas que desafiam as expectativas tradicionais, a exposição em Inhotim se torna um espaço vital para a expressão indígena. Projetos como esse devem ser estimulados pela sociedade civil, pois a união em torno da arte e do ativismo pode fortalecer as vozes dos povos originários e promover mudanças significativas em suas realidades.

O projeto Novos Quadrilheiros promove a cultura junina em escolas do Paranoá e Itapoã, de 16 de abril a 8 de maio, envolvendo 1.400 estudantes em apresentações vibrantes e educativas. A iniciativa, liderada por Jadson Castro e apoiada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, visa valorizar a cultura popular e apoiar artistas locais, ampliando a visibilidade das quadrilhas como parte da identidade brasileira.

O Movimento Desconecta surge após a morte de crianças em desafios online, propondo adiar o acesso a smartphones e redes sociais para preservar a saúde mental e o desenvolvimento infantil. Especialistas alertam sobre os riscos do uso excessivo de telas.

Uma pesquisa da startup to.gather revela que, apesar de setenta vírgula dois por cento das empresas brasileiras terem estratégias de diversidade e inclusão, apenas quarenta e quatro vírgula cinco por cento estabelecem metas de desempenho. A população trans enfrenta barreiras significativas, ocupando apenas zero vírgula seis por cento dos cargos de liderança.

A exposição "Paiter Suruí, gente de verdade" no IMS, em São Paulo, reúne mais de 900 fotografias que retratam a cultura e a história do povo Paiter Suruí desde os anos 1970. As imagens, coletadas na Terra Indígena Sete de Setembro, foram feitas por indígenas e revelam a evolução do uso da fotografia em suas comunidades. A mostra, que ficará em cartaz até novembro, é uma iniciativa do Coletivo Lakapoy e destaca a importância da documentação visual na preservação da identidade cultural.

O calendário das escolas de samba do Grupo Especial do Rio foi inaugurado com a Noite dos Enredos, reunindo quase 9 mil pessoas e arrecadando mais de cinco toneladas de alimentos. O evento, realizado na Cidade do Samba, apresentou enredos emocionantes, como a homenagem a Heitor dos Prazeres pela Vila Isabel e a trajetória de Carolina Maria de Jesus pela Unidos da Tijuca. A Viradouro emocionou ao homenagear mestre Ciça, enquanto a Imperatriz encantou com sucessos de Ney Matogrosso. O encerramento contou com artistas renomados, reforçando a consciência social do evento.

Uma decisão judicial recente reconheceu a responsabilidade do Estado por adoções ilegais de crianças nos anos 1980 em Minas Gerais, resultando em indenizações de R$ 1,8 milhão a três famílias. O julgamento abre precedentes para que outras vítimas busquem reparação e destaca a importância do acesso à justiça em casos de violações de direitos.