Socioambiental

Audiências públicas no Amapá discutem concessão de áreas florestais e potencial para 2 mil empregos diretos

Audiências públicas no Amapá discutem concessão de 607 mil hectares de áreas florestais, com potencial para gerar até 2 mil empregos diretos em cinco municípios. O projeto, em parceria com o BNDES, visa promover o uso sustentável e a preservação ambiental.

Atualizado em
August 13, 2025
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Floresta Nacional do Amapá — Foto: Rafael Aleixo/g1

Uma série de audiências públicas no Amapá, iniciadas em 12 de setembro e que se estenderão até 18 de setembro, discute um projeto de concessão de áreas florestais. A proposta visa o uso sustentável da floresta e pode gerar até dois mil empregos diretos em cinco municípios: Macapá, Santana, Porto Grande, Ferreira Gomes e Itaubal. O projeto abrange 607 mil hectares de floresta, divididos em 11 Unidades de Manejo Florestal (UMFs).

As audiências têm como objetivo equilibrar indicadores sociais e econômicos por meio do manejo sustentável, promovendo a geração de renda e a preservação ambiental. A primeira audiência ocorreu na Assembleia Legislativa do Amapá, em Macapá, e contou com a participação de representantes da sociedade civil, setor público e iniciativa privada. A ação é coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Marcos Almeida, diretor de Desenvolvimento Ambiental da Sema, destacou o impacto econômico do projeto, afirmando que “para cada vaga direta, estimamos mais duas indiretas”. Ele também mencionou que a arrecadação anual deve ultrapassar R$ 30 milhões para o Estado, valor que será distribuído entre os municípios onde as áreas estão localizadas.

O projeto é resultado de uma parceria entre o Governo do Amapá e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os contratos terão duração de 30 anos, durante os quais as empresas deverão seguir práticas sustentáveis, unindo conservação ambiental à geração de emprego e renda.

Os documentos técnicos do projeto estão disponíveis no site da Sema, incluindo o inventário florestal e a descrição das áreas de manejo. Empresas, pesquisadores, povos tradicionais e demais interessados podem enviar sugestões até 25 de agosto, por meio de formulário eletrônico.

As próximas audiências públicas ocorrerão em Porto Grande, no Instituto Federal do Amapá (Ifap), e em Tartarugalzinho, na Câmara de Vereadores. Projetos como esse devem ser estimulados pela sociedade civil, pois a união pode fazer a diferença na promoção do desenvolvimento sustentável e na geração de oportunidades para a população local.

G1 - Meio Ambiente
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