O Atlas da Violência 2025 aponta um aumento de mais de 50% nos casos de violência contra crianças de 0 a 4 anos, evidenciando a falha das políticas públicas e a urgência de ações intersetoriais. Mariana Luz, CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, destaca a necessidade de uma abordagem coletiva para proteger as crianças e critica a ineficácia das políticas atuais.

O Atlas da Violência 2025, divulgado recentemente, trouxe à tona um aumento alarmante de mais de cinquenta por cento nos casos de violência contra crianças de zero a quatro anos entre 2022 e 2023. Os dados revelam um crescimento significativo em todas as formas de violência, incluindo um aumento de quinze vírgula seis por cento nos homicídios, sendo a maioria deles causados por armas de fogo. Além disso, os casos de negligência cresceram quase cinquenta por cento e a violência psicológica aumentou em quarenta e três vírgula três por cento.
Nos últimos onze anos, de 2013 a 2023, os números são ainda mais preocupantes: a violência psicológica subiu em trezentos e noventa e seis por cento, a violência sexual em trezentos e oitenta e três vírgula quatro por cento, a negligência em trezentos e trinta e oito vírgula oito por cento e a violência física em cento e noventa e cinco vírgula sete por cento. Mariana Luz, CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, descreve essa situação como um “colapso social”, enfatizando que a violência impede o desenvolvimento das crianças.
Mariana Luz destaca que mais de oitenta por cento das violências ocorrem dentro de casa, perpetradas por pessoas conhecidas e confiáveis pelas crianças. Ela critica a falha das políticas públicas em proteger essas crianças e a falta de conscientização da sociedade sobre sua responsabilidade em enfrentar a violência. A especialista observa que a educação é frequentemente vista como uma responsabilidade exclusiva da família, enquanto a proteção das crianças deve ser uma prioridade coletiva.
O atraso na implementação da Política Nacional Integrada de Primeira Infância é outro ponto crítico. Apesar das diretrizes estabelecidas em junho de 2024, a política ainda não foi efetivada. Mariana Luz pede uma estrutura de prevenção robusta que envolva diversas esferas, como o Judiciário, o Ministério Público e a educação, para evitar que a situação se agrave ainda mais. “Se não tivermos uma estrutura de prevenção, ficamos enxugando gelo”, afirma.
Além disso, Mariana defende maior transparência no orçamento destinado à infância e uma melhor articulação entre os órgãos responsáveis pela proteção das crianças. A atuação dos Tribunais de Contas tem sido um avanço importante, pois eles monitoram a implementação e a aplicação orçamentária, contribuindo para a garantia dos direitos das crianças na primeira infância.
O artigo 227 da Constituição Federal estabelece que é dever da família, da sociedade e do Estado proteger as crianças de toda forma de violência. Apesar de avanços, a sociedade ainda falha em garantir essa proteção. Em momentos como este, a união da sociedade pode fazer a diferença, promovendo iniciativas que apoiem a proteção e o desenvolvimento das crianças, garantindo que elas tenham um futuro mais seguro e digno.

O HackTown 2025, que começa hoje em Santa Rita do Sapucaí (MG), reunirá 30 mil participantes e mais de 1.000 palestras, com impacto econômico estimado em R$ 30 milhões. O evento conecta tecnologia, cultura e negócios, promovendo discussões sobre temas como inteligência artificial e inclusão.

A cineasta Marianna Brennand lança "Manas", um filme que aborda abusos infantis na Ilha de Marajó, evitando reviver traumas nas vítimas. O longa, premiado em Veneza, busca empoderar as vítimas e iluminar uma questão urgente.

Ministro Alexandre de Moraes exige ações da Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo contra abusos na Cracolândia, após denúncias de violência da Guarda Civil e despejo de espaço cultural.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, aguarda parecer sobre "adultização" digital antes de votar projetos que responsabilizam plataformas por exploração infantil. A proposta surge após denúncias de influenciadores sobre a monetização de conteúdos envolvendo menores.

Dados do Instituto Data Favela revelam que as favelas brasileiras geram R$ 300 bilhões anuais, superando a renda de 22 estados. A pesquisa mostra otimismo e prioridades em beleza e educação entre os moradores.

Neste sábado, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro realizará 200 exames de DNA gratuitos no Estádio de São Januário, facilitando o reconhecimento de paternidade. A ação, parte da campanha “Meu Pai Tem Nome”, permitirá que o nome do pai seja incluído na certidão de nascimento no mesmo dia, com suporte do 9º Registro Civil de Pessoas Naturais. A expectativa é atender até 600 pessoas, promovendo um processo mais ágil e acolhedor para as famílias.