Duas baleias-jubarte foram resgatadas no litoral norte de São Paulo, totalizando o mesmo número de resgates da temporada anterior. O Instituto Argonauta destaca a importância de ações integradas para proteger esses animais.

Nos últimos quinze dias, duas baleias-jubarte foram resgatadas em malhas de pesca no litoral norte de São Paulo, especificamente em Ilhabela e Ubatuba. O número de resgates já iguala o total da temporada anterior, que se estende de abril a agosto, conforme informações do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha. A atual migração das jubartes é esperada para ser recorde, com muitos avistamentos na região.
A bióloga coordenadora do instituto, Carla Beatriz Barbosa, explica que o emalhe acidental das baleias ocorre devido à sobreposição das rotas migratórias com áreas de pesca. Ela destaca a importância de ações integradas de monitoramento, resposta emergencial e educação ambiental para reduzir os impactos na biodiversidade marinha.
No primeiro resgate, em 16 de junho, a equipe foi acionada por observadores da operadora Abordo Turismo e do Projeto Baleia à Vista. Após avaliar a situação, a equipe conseguiu realizar cortes parciais nos cabos que prendiam a baleia, mas a operação foi interrompida por questões de segurança, deixando parte dos petrechos ainda presos ao animal.
O segundo caso ocorreu em Ubatuba, onde uma baleia juvenil, com cerca de sete metros, foi resgatada em duas etapas. O primeiro atendimento aconteceu em 19 de junho, e após técnicas de desenredamento, um desemalhe parcial foi realizado. No dia 30, a equipe reencontrou a mesma jubarte e conseguiu remover completamente cerca de 27 metros de rede, resultando em uma melhora significativa na mobilidade do animal.
As técnicas de resgate utilizadas seguem protocolos internacionais de segurança, adaptados ao Brasil por instituições como o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA-ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O procedimento envolve o uso de embarcações pequenas e ferramentas adaptadas, permitindo cortes sem contato direto com a baleia, o que minimiza riscos para os animais e para os socorristas.
Hugo Gallo Neto, oceanógrafo e presidente do Instituto Argonauta, ressalta a importância de equipes preparadas para responder rapidamente a situações de risco. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem a proteção e o resgate de animais marinhos em situações semelhantes, promovendo a conservação da biodiversidade.

Campo Grande inicia plano de erradicação da leucena, planta exótica que ameaça a biodiversidade. A medida proíbe plantio e comércio, visando restaurar ecossistemas nativos e proteger a fauna local.

O agronegócio brasileiro se destaca na COP30, em Belém, com a AgriZone, parceria com a Embrapa, apresentando inovações sustentáveis e o Plano ABC+ para reduzir emissões de carbono. A conferência, que ocorrerá entre 10 e 21 de novembro, será uma vitrine das práticas agroambientais do Brasil, com foco em tecnologias que promovem a sustentabilidade e a segurança alimentar.

A empresa canadense The Metals Company, apoiada pelo governo dos EUA, planeja iniciar a mineração em águas internacionais, desafiando normas da ONU e gerando preocupações ambientais. Especialistas alertam que os riscos podem superar os benefícios.

Brasil se compromete a reduzir emissões de gases-estufa em até 67% até 2035, com o Plano Clima dividido em 23 planos setoriais, priorizando justiça climática e adaptação para populações vulneráveis.

A turbulência severa na aviação deve aumentar de duas a três vezes nas próximas décadas, com ferimentos graves e até mortes já registradas. Especialistas alertam sobre os impactos das mudanças climáticas.

O governo de São Paulo planeja leiloar em setembro de 2026 os primeiros contratos do programa Integra Resíduos, com doze consórcios municipais já aderidos. A iniciativa visa otimizar a gestão de resíduos sólidos no estado.