A Rio Climate Action Week, de 23 a 29 de agosto, abordará a atuação do Legislativo na crise climática, destacando preocupações com a nova lei de licenciamento ambiental e a exclusão do setor agropecuário do mercado de carbono.

Os Congressos Nacionais têm um papel fundamental na luta contra a crise climática, especialmente no Brasil, onde a nova lei de licenciamento ambiental foi aprovada em um momento crítico. A legislação, que exclui o setor agropecuário do mercado de carbono, levanta preocupações sobre a eficácia das políticas climáticas no país. A Rio Climate Action Week, que ocorrerá de 23 a 29 de agosto, abordará a contribuição do Legislativo para enfrentar esses desafios.
A nova lei de licenciamento ambiental, aprovada às vésperas da COP30, evidencia a sub-representação de ambientalistas em um contexto de crise climática. A criação de um mercado de carbono poderia ajudar a reduzir as emissões de CO2, mas a exclusão do setor agropecuário, responsável por 28% das emissões de gases de efeito estufa, compromete essa estratégia. A coorganizadora da Rio Climate Action Week, Malini Mehra, destaca a importância da segurança jurídica para atrair investimentos internacionais necessários à transição energética.
Malini Mehra, CEO da GLOBE Legislators, enfatiza que o crescimento das leis e políticas climáticas nos últimos dez anos é significativo, com mais de cinco mil legislações em todo o mundo. O Reino Unido, por exemplo, estabeleceu um modelo de legislação robusta em 2008, que inclui mecanismos de monitoramento e penalidade, evitando retrocessos a cada mudança de governo. Essa abordagem legislativa é vista como um exemplo a ser seguido por outros países, incluindo o Brasil.
O Brasil, por sua vez, enfrenta desafios adicionais. A Política Nacional de Mudança do Clima, de 2009, precisa ser atualizada, mas a recente aprovação da nova lei de licenciamento pode dificultar essa atualização. A diretora do Instituto o Direito por um Planeta Verde, Danielle de Andrade Moreira, alerta que a proposta de um novo projeto de lei alinhado ao Acordo de Paris pode enfrentar resistência no Congresso, que atualmente é conservador.
Além disso, a nova lei de licenciamento, que restabelece um processo trifásico para empreendimentos estratégicos, pode ser inviável devido à complexidade e ao esvaziamento dos órgãos ambientais. A exclusão do setor agropecuário das obrigações do mercado regulado de carbono pode significar que até 75% das emissões brasileiras fiquem fora do alcance desse mercado, comprometendo os esforços de mitigação.
As articulações interparlamentares na COP30 destacam a importância do papel dos legisladores na transformação de compromissos internacionais em ações concretas. O deputado Nilto Tatto (PT-SP) ressalta que a composição atual do Congresso apresenta desafios, com um certo negacionismo em relação à ciência climática. Em um cenário onde a crise climática é uma oportunidade, a união da sociedade civil pode ser crucial para impulsionar iniciativas que promovam a sustentabilidade e a proteção ambiental.

A economia do Rio Grande do Sul, após um crescimento de 4,9% em 2024, enfrenta novos desafios em 2025 devido à estiagem que afeta a produção de soja, prevendo-se um crescimento de apenas 1%.

A criação da Autoridade Climática, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta impasses sobre sua estrutura e não deve ser implementada até a COP30. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destaca a complexidade da proposta e a necessidade de um novo marco regulatório para antecipar tragédias climáticas.

Empresas intensificam ações sustentáveis no Dia Mundial do Meio Ambiente, promovendo iniciativas como exposições e reflorestamento, refletindo um compromisso com a conservação ambiental. O Parque Bondinho Pão de Açúcar e a Norte Energia destacam-se com atividades educativas e programas de reflorestamento, enquanto a Andrade Gutierrez reduz resíduos em projetos internacionais. A Orla Rio participa de eventos de conscientização, reforçando a importância da preservação dos oceanos.

Cientistas da Universidade Federal de Alagoas e da University of Hawai’i at Mānoa detectaram microplásticos em placentas e cordões umbilicais de gestantes em Maceió, a primeira ocorrência na América Latina, com riscos à saúde fetal.

Filhotes de baleias-jubarte foram avistados em Arraial do Cabo, com registros feitos por drones. A FUNTEC monitora a migração, que atrai turismo náutico e reforça a importância da conservação.

Um ataque fatal de onça-pintada no Mato Grosso do Sul resultou na morte do caseiro Jorge Avalo, gerando preocupações sobre a segurança em áreas próximas ao habitat do animal. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) recomenda cuidados ao interagir com onças, destacando a influência da alimentação humana na agressividade dos animais.