Meio Ambiente

BNDES se prepara para a COP-30 com inovações em financiamento climático e ações concretas para o meio ambiente

O BNDES se prepara para a COP-30, apresentando iniciativas climáticas como o ProFloresta+ e o Fundo Clima, que já aprovou mais de R$ 10 bilhões em 2024, destacando seu papel no financiamento sustentável.

Atualizado em
August 21, 2025
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O Brasil se prepara para sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-30) em novembro, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) se destacando na apresentação de iniciativas climáticas. O superintendente da área de Meio Ambiente do BNDES, Nabil Moura Kadri, enfatiza que este evento será um marco para a ação, transformando promessas em medidas concretas. A instituição planeja apresentar um portfólio de novas iniciativas e um balanço de suas ações na agenda climática.

Entre as novidades, o BNDES destacará o ProFloresta+, um programa focado na restauração da Amazônia, e o Fundo Clima, que já aprovou mais de R$ 10 bilhões em 2024. O Fundo Clima, criado em 2009, se tornou um dos principais instrumentos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, investindo em projetos que visam reduzir emissões e aumentar a resiliência a eventos climáticos extremos.

Nabil Moura Kadri ressalta que o BNDES tem trabalhado para promover debates de alto nível na COP-30, contribuindo para discussões técnicas sobre temas climáticos. A expectativa é que a conferência seja um espaço para mostrar ao mundo que é possível inovar e mobilizar recursos para uma transição climática justa. O BNDES já financiou setores como energias renováveis e mobilidade urbana, além de iniciativas de restauração florestal.

O ProFloresta+ é uma parceria com a Petrobras, que visa a recuperação de áreas degradadas na Amazônia, gerando créditos de carbono. Essa iniciativa promete maior transparência e permitirá que a Petrobras atue como compradora antecipada dos créditos, enquanto o BNDES oferece crédito aos desenvolvedores dos projetos. O potencial de replicação dessa iniciativa pode impulsionar a restauração na região.

O Fundo Amazônia, que completou 17 anos, é reconhecido internacionalmente por seus resultados na geração de renda para populações locais e no combate a ilícitos e incêndios. O BNDES também lançou o BNDES Azul, que apoia iniciativas de conservação marinha, e o BNDES Corais, focado na proteção de corais. Essas ações demonstram o compromisso da instituição com a sustentabilidade e a proteção ambiental.

Com a COP-30 se aproximando, a união da sociedade civil é fundamental para apoiar projetos que promovam a restauração ecológica e a mitigação das mudanças climáticas. Iniciativas que visam a proteção da Amazônia e a conservação de ecossistemas marinhos podem se beneficiar do apoio coletivo, mostrando que a mobilização social é essencial para enfrentar os desafios climáticos que o Brasil e o mundo enfrentam.

Estadão
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