Socioambiental

"Brasil avança na restauração florestal com metas ambiciosas e investimento de R$ 1 bilhão até 2030"

O Brasil avança na restauração florestal com o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, que visa recuperar 12 milhões de hectares até 2030, com investimento de R$ 1 bilhão. A COP30, em novembro, será um marco para impulsionar essas iniciativas.

Atualizado em
June 5, 2025
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Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Uatumã, a 200km de Manaus, com sua área reflorestada após trabalho do projeto Ipê, com apoio do BNDES — Foto: Divulgação / BNDES

O Brasil lançou recentemente o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, com a meta de restaurar doze milhões de hectares até dois mil e trinta. Essa iniciativa surge em um contexto de redução do desmatamento, conforme dados da Rede Mapbiomas, que mostram avanços em todos os biomas do país. Apesar dos resultados positivos, a recuperação da vegetação é essencial para mitigar os danos causados pela degradação ambiental, especialmente na Amazônia e no Cerrado.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) destinará R$ 1 bilhão para o plano, que se alinha aos compromissos do Brasil no Acordo de Paris. A Comissão Nacional para a Recuperação da Vegetação Nativa (Conaveg) está identificando áreas prioritárias para restauração. Na Amazônia, projetos voluntários já reflorestaram quatorze mil hectares, enquanto medidas de compensação obrigatórias visam restaurar aproximadamente duzentos e cinquenta e oito mil hectares.

Além disso, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou dezesseis milhões de hectares de floresta em regeneração natural. No Cerrado, vinte mil hectares estão em restauração por meio de projetos voluntários, e sessenta e três mil hectares são alvo de medidas compensatórias. A secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita, destaca que a restauração é crucial não apenas para o clima, mas também para o desenvolvimento territorial e a segurança alimentar.

A demanda por mão de obra qualificada e a disponibilidade de sementes e mudas são desafios que precisam ser superados. O MMA reconhece a importância de valorizar os saberes das populações tradicionais e fortalecer a cadeia produtiva da restauração. Sâmia Nunes, pesquisadora do Instituto Tecnológico Vale, enfatiza a necessidade de ampliar programas de pagamento por serviços ambientais e aumentar a participação de comunidades tradicionais.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já destinou mais de R$ 1,1 bilhão para reflorestamento desde dois mil e vinte e três. Entre os principais investimentos estão os programas Floresta Viva e Restaura Amazônia, que visam financiar projetos em biomas diversos. O grande projeto da agenda é o Arco da Restauração, que pretende recuperar seis milhões de hectares na Amazônia até dois mil e trinta, removendo 1,65 bilhão de toneladas de CO2 da atmosfera.

Com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) em novembro, o Brasil busca atrair mais recursos para iniciativas florestais. A colaboração entre governo, setor privado e comunidades é fundamental para o sucesso dessas ações. A união da sociedade pode impulsionar projetos que promovam a restauração florestal e a preservação ambiental, contribuindo para um futuro mais sustentável.

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